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ESCÂNDALO DA OI

Documento desmente Mauro Mendes: fundo que recebeu dinheiro pertence ao pai de Fábio Garcia

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Documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desmentem o governador Mauro Mendes (União) que declarou durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (11) ser mentira a informação de que metade dos R$ 308 milhões do chamado “Escândalo da Oi” foram parar em fundo de investimento que pertence ao pai do secretário Fábio Garcia, o empresário Robério Garcia.

O valor de R$ 308 milhões foi parar nas contas de familiares e aliados do governador de Mato Grosso através de operações denominadas “fundos em cascata”, depois que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) firmou acordo com um escritório de advocacia que teria comprado o crédito da Oi por cerca de R$ 82 milhões. A revelação foi feita com exclusividade pelo PNB Online em maio de 2025 e denunciada por diversos políticos do estado aos órgãos de controle, entre eles o ex-procurador Pedro Taques (PSB), que levou a denúncia à Procuradoria Geral da República (PGR).

Em coletiva de imprensa realizada na última quarta, Mauro Mendes afirmou ser mentira a informação de que um dos fundos que receberam o dinheiro pertence ao empresário Robério Garcia, conhecido como “Berinho”. Mendes atacou o jornalista que fez o questionamento e ameaçou processá-l0.

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“O documento, você conhece ele? Você é especialista nisso? Então assina isso, você escreva embaixo, que você vai responder por isso, porque o que senhor está afirmando aqui, olhando nos teus olhos, é uma mentira”, afirmou o governador. “Estes fundos não têm nada a ver comigo, não têm nada a ver com a minha família, não têm nada a ver com Fábio Garcia. Depois que esse dinheiro vira privado, isso não tem nada a ver com o estado, o estado não tem que explicar”, disse o chefe do Palácio Paiaguás.

O dinheiro da Oi foi repassado para dois fundos de investimentos: R$ 154 milhões para o fundo Royal Capital e R$ 154 milhões para o fundo Lotte Word. O primeiro tem como cotista o escritório de advocacia de Ricardo Almeida e o segundo tem como cotista as empresas Mega Comercializadora de Energia e Gás, Universal Comercializadora de Energia, Golden Bird Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, além do próprio Robério Garcia, cujo CPF está registrado como cotista do fundo nos informes da CVM, conforme documento abaixo.

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Além disso, as empresas Mega Comercializadora e Universal Comercializadora tem como sócio-proprietário justamente o empresário Robério Garcia. Somado a isso, o fundo de investimento Golden Bird, criado para comprar créditos da empresa em recuperação Engeglobal – que pertence a Berinho – também é cotista do fundo Lotte Word. Na prática, portanto, todos os cotistas do fundo estão relacionados com Robério Garcia, sendo o próprio Robério um dos cotistas.

O fundo Golden Bird foi citado em reportagem do jornal Folha de São Paulo que o aponta como um dos destinos do dinheiro negociado como crédito da Oi. Durante o processo de recuperação judicial da Engeglobal o fundo foi indicado, em despacho da própria empresa, para emprestar dinheiro à construtora para concluir o Cuyaba Golden Hotel, localizado na avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), em Cuiabá.

 

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