O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), ameaçou processar, nesta quarta-feira (11.02), o jornalista que revelou o Escândalo da Oi em Mato Grosso. Durante entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, Mendes foi questionado sobre o destino de parte dos R$ 308 milhões que o estado de Mato Grosso pagou e que foi parar nos fundos de investimentos Royal Capital e Lotte Word, que possuem ligações com a família do governador e com o secretário da Casa Civil, Fábio Garcia (União). O fundo Lotte Word, que recebeu R$ 154 milhões do Estado, tem como principal cotista Robério Garcia, pai de Fábio Garcia.
Ao ser lembrado sobre essa informação, Mendes pediu que o jornalista “assinasse” a informação ao que ele que respondeu que já havia assinado, por ser o autor da reportagem que revelou o escândalo. O jornalista lembrou que documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) provam que Robério Garcia é cotista do fundo através de suas empresas. Em seguida, Mendes atacou:
“O documento, você conhece ele? Você é especialista nisso? Então assina isso, você escreva embaixo, que você vai responder por isso, porque o que senhor está afirmando aqui, olhando nos teus olhos, é uma mentira”, afirmou o governador. “Estes fundos não têm nada a ver comigo, não têm nada a ver com a minha família, não têm nada a ver com Fábio Garcia. Depois que esse dinheiro vira privado, isso não tem nada a ver com o estado, o estado não tem que explicar”, disse o chefe do Palácio Paiaguás.
Mendes foi questionado, também durante a entrevista, sobre o depoimento que procuradores do Estado vão prestar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta.
“Primeiro, o estado tem que responder a legalidade. Quem afirmou isso mente descaradamente, age de má-fé processual, tenta enganar a população. Hoje os procuradores vão mostrar tecnicamente e juridicamente que foi feita uma farsa jurídica, foi feita uma manipulação de informações, dizendo que estava prescrito, que entrou fora de prazo, fazendo ali uma verdadeira gincana”, declarou o governador.
“Ali [na denúncia] tem uma absoluta má-fé e incompetência. O estado agiu legalmente e pagou legalmente uma dívida que era de R$ 600 milhões na época. Fez um acordo, e pagou R$ 300 milhões. O estado já fez lá na Consenso mais de 70 acordos, gerando uma economia ao estado”, completou Mendes.





















