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CONTRA OS TRABALHADORES

Em Mato Grosso, aliados de Flávio Bolsonaro também são contra o fim da escala 6X1

Em Mato Grosso, aliados de Flávio Bolsonaro também trabalham contra a aprovação do fim da escala 6×1. Estes candidatos cúmplices tratam o tema como um “não-assunto”. O silêncio conivente sobre esta pauta de interesse das trabalhadoras e dos trabalhadores expressa o alinhamento em relação à posição do candidato a presidente da extrema direita, Flávio Bolsonaro, de rejeitar a aprovação do fim da escalada 6X1.

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato da extrema direita a presidente, é contrário ao fim da escala de trabalho 6 x1 proposta pelo presidente Lula. Ele atua contra a aprovação da proposta no Senado Federal. A escala de trabalho 6×1 é quando o trabalhador descansa um dia e trabalha seis. Aprovada na Câmara Federal, se aprovada no Senado o trabalhador vai trabalhar cinco dias e descansar dois. 

Ao atuar contra a mudança no regime de trabalho, Flávio Bolsonaro e outros senadores de seu grupo político estão impedindo uma decisão que beneficia o trabalhador. Ao negar o seu apoio pelo fim da escala 6X1, na prática o senador Flávio Bolsonaro não quer que o trabalhador tenha mais tempo para a família, para os filhos, para os amigos, para o lazer, tempo para refletir, estudar e cuidar da casa. 

Todos os políticos contra essa proposta querem o trabalhador esgotado, sem o descanso merecido. Quer o trabalhador refém de uma rotina que ele, Flávio Bolsonaro, nunca experimentou, nunca viveu, nunca soube o que é trabalhar seis dias por semana enfrentando transporte público lotado, trânsito, muitas vezes em condições precárias de trabalho e até de salário.     

O fato de Flavio Bolsonaro estar contra o fim da escala de trabalho 6×1 não é porque ele seja um trabalhador exemplar. Primeiro não há registro que ele tenha sido um empregado com carteira assinada como a maioria dos brasileiros: quer dizer, acordar cedo, tomar o ônibus lotado, ou ir para o trabalho de metrô, carro ou moto, e cumprir oito horas de trabalho de segunda a sábado.

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Ao contrário de todo o trabalhador brasileiro, Flávio Bolsonaro acostumou-se desde cedo a receber dinheiro público sem trabalhar. Reportagem da BBC Brasil de 2019 revelou que entre 2000 e 2002 o filho de Jair Bolsonaro teve três ocupações, em duas cidades diferentes, um tipo de mágica que o cidadão brasileiro honesto e trabalhador desconhece e jamais faria. Em quase um ano esteve nas três atividades cuja exigência era estar presencialmente. 

Com apenas 19 anos de idade, período em que milhares de jovens tentam conciliar trabalho e renda com estudos, conta a reportagem da BBC que Flávio Bolsonaro frequentava aulas presenciais na Faculdade de Direito Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, fazia estágio voluntário na Defensoria Pública do Rio de Janeiro duas vezes por semana e trabalhava 40 horas por semana na liderança do então PPB, partido à época de Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, em Brasília. 

O jovem Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo, por quase um ano, trabalhava em Brasília de segunda a sexta, fazia estágio e assistia aula presencial no Rio de Janeiro, um feito que ele nunca explicou. O pagamento que ele recebia como assessor técnico de gabinete na Câmara dos Deputados era cerca de R$ 4.712 por mês em 2001. Este ganho mensal, atualizado pelo BBC, em 2019, alcançou a casa dos 13,5 mil reais. Atualizado para 2026, o salário na mesma função estaria hoje próximo de 21 mil reais por mês.  

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Quanto aos jovens que estão hoje no mercado de trabalho, 48% além do trabalho ou estágio, estudam e enfrentam todos os dias os desafios dos jovens trabalhadores brasileiros: auxiliar na renda mensal das famílias, estudar apesar do cansaço e estudar para garantir um futuro melhor. Muitos deles, como os trabalhadores adultos, enfrentando uma jornada de trabalho de seis dias e descansando apenas 1 dia.

MATO GROSSO

Em Mato Grosso, aliados de Flávio Bolsonaro também trabalham contra a aprovação do fim da escala 6×1. Estes candidatos cúmplices tratam o tema como um “não-assunto”. O silêncio conivente sobre esta pauta de interesse das trabalhadoras e dos trabalhadores expressa o alinhamento em relação à posição do candidato a presidente da extrema direita, Flávio Bolsonaro, de rejeitar a aprovação do fim da escalada 6X1.

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