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Acho que foi há duas semanas. Li que o parlamento brasileiro já gastou, em quase dois anos, R$ 3,3 milhões, o equivalente a 2.173 salários-mínimos, custeando os gabinetes dos deputados Carla Zambelli, Chiquinho Brazão (presos) e Eduardo Bolsonaro (fora do país). Gastos, porque os nobres representantes não estão produzindo nada. Corrijo. Tem um que está produzindo, sim. Chegou a conseguir, disse, que os EUA impusessem um tarifaço contra o Brasil, na tentativa de salvar seu pai, condenado a 27 anos de prisão. A Constituição prevê que isso é crime e pode resultar numa pena variando entre 20 e 40 anos, além da perda do mandato.

Na verdade, os valores acima são tímidos. Uma busca pelo site da Câmara dos Deputados mostra que somente em verba de gabinete (usada para pagar salários de até 25 secretários parlamentares), Bolsonaro 03 gastou R$ 2,517 milhões, Carla Zambelli, R$ 2,338 milhões; e Chiquinho Brazão, R$ 1,731 milhão, num total de R$ 6,587 milhões ou 4.339 salários-mínimos.

Se computadas as cotas “para o exercício da atividade parlamentar”, para custear despesas como passagens aéreas e conta do celular, com os valores variando de estado para estado, estes gastos aumentam em mais R$ 1.132 milhão (R$ 712,5 mil para Carla Zambelli, R$ 396,4 mil para Eduardo Bolsonaro e R$ 23,04 mil para Chiquinho Brazão). Um total de R$ 7,719 milhões ou 5.085 salários-mínimos. É bom lembrar que falta ainda computar o pagamento de salários (R$ 46.366,19 brutos mensais para cada um), auxílio moradia ou uso do apartamento funcional, reembolso de gastos com saúde que podem chegar a R$ 135 mil por ano e indicação de emendas que podem chegar a R$ 37,8 milhões.

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Como o solidário leitor pôde constatar no parágrafo acima, o dinheiro gasto com estes três deputados entre 2024 e 2025 daria para pagar, durante um mês, 5.085 pessoas ganhando um salário-mínimo (segundo o Censo de 2022, 35,3%, ou 31,3 milhões de trabalhadores brasileiros, ganham até esta faixa). Ah! Para quem critica o olhar social, dizendo que estimula o ócio e a insolência, é bom lembrar que se os nobres deputados abrissem mão destes valores (obviamente, isso não passa de uma utopia), eles estariam contribuindo para custear quase 11.600 beneficiários do Bolsa-Família, cuja média é de R$ 666 por benefício.

Por falar em custeio com dinheiro público, o ex-presidente Bolsonaro antes mesmo de ser condenado por tentativa de golpe, já cumpria prisão domiciliar. Era pra ser num albergue, como a lei prevê nestes casos. Mas, ouvi outro dia, como não há casa de albergado no país, só lhe resta cumprir em casa. Aliás, numa mansão de 400 metros quadrados de área construída, em um condomínio de luxo de Brasília, cujo aluguel é pago pelo PL (Partido Liberal). Dinheiro que vem do Fundo Partidário, custeado pelos impostos recolhidos pela sociedade. Dizem que o valor cobrado na vizinhança chega a R$ 90 mil por mês.

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Enquanto isso…

Jairo Pitolé Sant’Ana é jornalista

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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