Em entrevista à Rádio Capital FM 101,9, nesta manhã de sexta-feira (26), o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, repetiu o governador Pedro Taques (PSDB) e disse que vivem “uma agonia a cada dia”. Isso porque o Estado ainda não pode prevê como e se pagarão as próximas folhas salariais na data programada.
Neste momento, assinalou Gustavo Oliveira, os esforços do governo estariam concentrados em pagar folha de outubro e principalmente os mais de R$ 700 milhões de repasses atrasados dos Poderes. Os chefes do Judiciário e Legislativo são os que mais pressionam Taques, sob a justificativa que já enfrentam dificuldades para manter a eficiência dos serviços à sociedade e podem começar a atrasar salários sem duodécimo.
O secretário defendeu que precisam ter calma, paciência e muita coragem para enfrentar a situação, e que só com harmonia o Estado e os Poderes terão condições de desenhar melhores soluções para os problemas financeiros.
A expectativa do Governo está voltada à receita de capital acumulada de mais de R$ 1 bilhão, e ainda às receitas tributáveis que ultrapassam a R$ 300 milhões e aos repasses federais como o Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX).
Segundo Gustavo Oliveira, um entendimento entre o governador e os chefes dos Poderes definiu que por ora a prioridade de todos será “honrar a folha de pagamento e, dentro do possível, o repasse dos custeios conforme a receita acomodar, mas entendendo que tem que ter um limite”.
Assim, o secretário explicou que esse cenário de contigenciamento é temporário e se todos colaborarem com as medidas de redução das despesas, não haverá motivos para cortes mais drásticos.























