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Estado pede 90 dias para decidir futuro da Rodoviária do Coxipó

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(Foto: Reprodução)

O presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT), Pedro Aquino, afirmou, em entrevista ao PNB Online, que o Estado pediu prazo de 90 dias à Justiça para reunir os órgãos envolvidos e discutir uma solução para a Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá.

Segundo Aquino, a associação procurou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) depois de ser surpreendida pela possibilidade de suspensão das atividades no local. A entidade, que representa os usuários do transporte coletivo, não participava inicialmente das discussões.

“Conseguimos falar lá na PGE. A resposta que nos deram é que mantiveram uma interlocução com o juiz da ação, pedindo um prazo de 90 dias para que possa reunir todos esses atores: Ager, Sinfra, a Assut. A associação dos usuários estava fora, não sabia, fomos pegos de surpresa. Agora estamos inclusos”, disse ao PNB Online.

A discussão sobre o ponto de embarque e desembarque do Coxipó ganhou força depois que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acionou a Justiça para cobrar a regularização do espaço ou a suspensão das atividades. O órgão apontou problemas relacionados à segurança, conservação, acessibilidade e à falta de autorização formal para o funcionamento do local.

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) já se manifestou contra uma suspensão imediata das atividades, sob o argumento de que a medida poderia prejudicar passageiros do transporte intermunicipal. A agência também sustentou que o espaço funciona em imóvel privado e não possui natureza formal de terminal rodoviário.

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Aquino afirmou que, além de procurar a PGE, a associação encaminhou manifestações ao Ministério Público e à Ager e pretende acompanhar as tratativas durante o prazo informado.

“Estamos atentos. Fomos pegos de surpresa e estamos mobilizando a imprensa e os usuários para que possa ter um desfecho. O Estado é que tem que construir, tem que fazer”, afirmou.

Para o presidente da Assut, uma eventual irregularidade na situação jurídica ou estrutural do imóvel não pode resultar simplesmente no encerramento do atendimento sem que outro ponto seja disponibilizado aos passageiros.

“É o Estado que tem que dar a solução. Não é simplesmente fechar porque, segundo eles, é um prédio particular e sem adequações. Quem tem que fazer isso é o Estado. Isso é dever do Estado. O usuário não tem nada a ver com isso”, disse.

Aquino argumenta que a retirada do ponto de embarque do Coxipó poderia aumentar o deslocamento e os custos de moradores da região Sul de Cuiabá e de passageiros que utilizam linhas intermunicipais e interestaduais.

Segundo ele, obrigar esses usuários a embarcar exclusivamente no Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, na região do bairro Alvorada, significaria percorrer quilômetros adicionais antes mesmo do início da viagem.

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“Os usuários não podem andar 15 quilômetros só para pagar R$ 10, R$ 12, R$ 15 em um cafezinho porque querem que volte para lá. Tem pessoal sem condições, que às vezes mal consegue comprar a passagem”, afirmou.

A Assut defende que o atendimento na região do Coxipó seja mantido enquanto o poder público discute uma solução definitiva. A entidade também já sugeriu a implantação de um novo terminal na região, que poderia ser integrado ao sistema de transporte coletivo da capital.

O ponto funciona atualmente em uma área particular e é utilizado para embarque, desembarque e venda de passagens de linhas que atendem diferentes regiões de Mato Grosso e destinos fora do estado. O processo judicial discute, entre outros pontos, a autorização para o funcionamento, as condições da estrutura e as alternativas para os passageiros caso as atividades sejam suspensas.

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