Como um foguete que dá ré, o empresário milionário do agro, Odílio Balbinotti Filho, foi da promessa de ser um novo Blairo Maggi da política de Mato Grosso a cotado a ser mero suplente do candidato ao Senado da extrema direita bolsonarista, o deputado federal José Medeiros (PL). Uma queda e tanto nas expectativas criadas em torno deste novo personagem da política cultivada pelo agronegócio.
A nota do site RD News aponta o atributo da escolha de Balbinotti para a inexpressiva posição de suplente: dinheiro, a grana do empresário do agro. “Alicerce importante, o de financiador da campanha de Medeiros”. No jogo de soma, Balbinotti, além do poder do seu dinheiro, emprestaria, segundo a nota, “mais credibilidade, conceito e apoiadores do segmento do agronegócio” ao projeto majoritário da extrema direita bolsonarista. Ou seja, politicamente, Balbinotti virou pó, limitado a ser um homem dos zeros à direita nos cifrões das eleições. Ainda não será desta vez que surgirá um novo Blairo em Mato Grosso.
Trair, o modo bolsonarista de agir
Outra nota do site RD News dá conta de que o senador Wellington Fagundes continua sendo traído abertamente pelos companheiros do chamado bolsonarismo raiz. “Nas andanças pelo estado e nas movimentações de bastidores, o agropecuarista Thiago Boava, pré-candidato a deputado federal pelo PL, tem jogado contra a pré-candidatura de Wellington Fagundes, que vem liderando as intenções de voto ao governo estadual. Viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, que faleceu em 2024, Boava, segundo informações, se aproximou bastante do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que vai assumir o comando do Estado a partir de abril e buscar a reeleição com apoio de Mauro Mendes”.
Segue a nota com o tom de estaria: “Mesmo estando no PL de Wellington, Boava estaria declarando apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta e isso já se tornou público entre as lideranças do PL, que definem-no como infiel político e conspirador”.
Infiel e conspirador que não estaria sozinho: os prefeitos do PL deram início ao movimento interno anti-Wellington que continuaria em franco andamento. Boava não está sozinho nesta empreitada de sangrar a candidatura do companheiro do PL ao governo de Mato Grosso. É a banda do bolsonarismo atraída pelo “carisma” de Otaviano.























