O governador Mauro Mendes (União), agora pelas palavras do secretário da Casa Civil, Fábio Garcia, confirma, reitera, afirma, garante, de novo outra vez, que o seu candidato à sucessão dele é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Essa necessidade de confirmar, reiterar, publicamente, é a óbvia evidência de que existem outros nomes da situação que estão pleiteando essa vaga de candidato ao governo, sonhando com o apoio de Mendes e seu governo bem avaliado nas pesquisas.
Outra evidência é que Mauro Mendes é candidatíssimo a uma das vagas de Senador da República. Não faria sentido declarar tantas vezes o apoio a Otaviano, lançá-lo candidato, sem deixá-lo na cadeira de governador, com a caneta na mão.
Otaviano teve o nome “lançado” por Mendes desde o ano passado e Garcia ressaltou que o aval da sigla será discutido no momento adequado. “Está muito cedo para esse debate”, disse o secretário, contrariando neste caso o seu chefe, o governador. Se Mauro Mendes “lançou” desde o ano passado o nome de Otaviano ao governo é porque até as pedras do Palácio Paiaguás sabem que a eleição de 2026 começou logo depois de terminada a eleição de prefeito. A disputa hoje é nos bastidores, no movimento de partidos e lideranças para articular as forças para a disputa eleitoral.

Quais nomes do grupo que apoia hoje o governo Mauro Mendes disputam essa indicação de candidato a governador pela situação além do vice Otaviano Pivetta? A primeira, evidente, pública, é a do senador Wellington Fagundes (PL), que quer ser candidato a governador enxergando uma dupla vantagem: a) se colar, colou, vira governador e b) a candidatura ao governo garante boa visibilidade para tentar em 2030 o seu terceiro mandato de Senador. A segunda é hoje, ainda, apenas uma especulação, mas uma forte especulação: o PP sonha em lançar a candidatura do empresário e ex-senador Cidinho Santos, nome de respeito e prestígio dentro do grupo de Mauro Mendes.
Em tempo: apenas para registro, vale lembrar que a oposição ao governo Mauro Mendes não tem nenhum nome hoje para ser candidato a governador, liderando a disputa. Desarticulada e apequenada, a oposição por enquanto é terra de ninguém.






















