O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, se eximiu da responsabilidade de nomear aprovados no concurso público da pasta em declaração dada em reunião realizada nesta terça-feira (01.04) com deputados estaduais e com diversos aprovados no certame que lutam pela nomeação. A reunião é resultado de uma convocação feita pelo deputado Lúdio Cabral (PT).
“A governança de um processo de nomeação não está exclusivamente na pasta da saúde, ela está em várias pastas”, declarou Figueiredo. “Eu não vou dar o número que você quer e o dia que você quer porque não depende exclusivamente de mim. Eu já disse que se dependesse exclusivamente de mim, muitos, milhares seriam nomeados, mas eu não sou dono do Estado, não sou dono da Secretaria”, completou o secretário ao se dirigir a Matheus Andrade, representante da comissão dos concursados.
Em 2011, o lotacionograma oficial apontava que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) estava com 7.800 cargos vagos. Atualmente a Secretaria ainda mantém servidores em contratos temporários, sem realizar o chamamento dos aprovados. Segundo Gilberto, apesar de supostas limitações orçamentárias, novas nomeações devem ser feitas pelo governo.
“Vai ter novas nomeações, espero que seja breve. No nosso orçamento existe a previsão orçamentária para as despesas que vão aumentando paulatinamente até o número de 406”, declarou Gilberto Figueiredo.
Atualmente o Estado gasta 37% da receita corrente líquida com despesa com pessoal, restando ainda R$ 4,350 bilhões para chegar no limite prudencial. Ainda que 406 aprovados sejam chamados, os gastos aumentarão por ano em apenas R$ 67 milhões, o que corresponde a 1,5% de gasto com pessoal que o Estado possui.
Clique abaixo e veja o vídeo com o momento da fala do secretário Gilberto Figueiredo:

















