A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários de Mato Grosso (Defaz) concluiu 176 investigações preliminares sobre crimes contra a ordem tributária no primeiro semestre deste ano, um salto de 700% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram finalizados apenas 22 procedimentos. O avanço é atribuído ao uso dos chamados Autos de Investigação Preliminar (AIPs), modelo menos burocrático que permite apuração mais ágil dos indícios de crime.
Os AIPs funcionam como etapa inicial antes da instauração de um inquérito formal e têm sido adotados como estratégia para dar celeridade às investigações. Segundo a Polícia Civil, o procedimento facilita a análise de documentos e a realização de diligências preliminares, o que tem garantido maior fluidez sem comprometer a legalidade dos processos.
O delegado titular da Defaz, Walter Fonseca, afirma que os resultados refletem o esforço da equipe em aprimorar métodos de trabalho. “Houve uma dedicação conjunta dos policiais e escrivães da nossa unidade para tornar os procedimentos mais eficientes. Isso refletiu diretamente no número de autos concluídos, com mais qualidade e agilidade”, afirmou.
Outros indicadores também demonstram crescimento no ritmo das investigações. O número de representações judiciais, que incluem pedidos de busca, apreensão e quebras de sigilo, subiu de 4 para 31 no semestre, alta de 675%. Já os inquéritos policiais finalizados passaram de 35 para 55 (57% a mais), e as oitivas de investigados e testemunhas aumentaram 43%, de 206 para 295 registros.
Entre as ações realizadas pela Defaz, destaca-se a “Operação Rent-A-Business”, deflagrada em maio, que revelou um esquema de empresas de fachada utilizado para movimentar mais de R$ 7,6 bilhões em notas fiscais, com baixo recolhimento de tributos. Os envolvidos devem responder por crimes como sonegação fiscal, falsidade documental e associação criminosa. “O que estamos colhendo agora é fruto de uma estratégia focada em planejamento, organização e profissionalismo”, disse Fonseca.





















