Agência Brasil

O voo de galinha do ex-juiz Sérgio Moro. Tido como o grande nome para encarnar a tal terceira via no confronto ainda polarizado entre Lula e Bolsonaro, a candidatura dele a presidente parece ter a morte anunciada: extinta por falta de eleitores. A ironia política é que a corrupção, principal o mote eleitoral do ex-juiz da Operação Lava-Jato, continuará sendo um dos temas mais importantes nestas eleições. Vai se discutir muito sobre corrupção no Brasil nas eleições de 2022, mas ao que parece sem a presença de Moro entre os candidatos a presidente.
O vice-presidente do União Brasil em São Paulo, Junior Bozella, confirmou que o ex-juiz Sergio Moro assinou ficha de filiação ao partido, deixando, então, o Podemos, onde era pré-candidato à Presidência da República.
Ao assinar a nova filiação, Moro também mudou o seu domicilio eleitoral, de Curitiba, no Paraná, onde construiu sua carreira de juiz, para São Paulo.
Bozella disse que não está ainda definido que cargo Moro disputará. Especula-se, porém, que ele desista da candidatura à presidência da República para concorrer a um cargo como deputado federal, onde calcula-se que terá uma votação estrondosa para o cargo proporcional.
Bozella confirmou a filiação em uma coletiva nesta quinta-feira (31/03) em São Paulo, na qual, inclusive, mostrou a ficha de filiação de Sergio Moro.
Além de erros políticos na condução da sua candidatura a presidente, Moro mostrou uma completa falta de carisma para um candidato a cargo majoritário.






















