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José Riva depõe nesta quarta sobre pagamento de propina a Emanuel Pinheiro

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José Riva

 

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o ex-deputado José Riva, confirmou que vai prestar depoimento nesta quarta-feira (03.06), às 8h30, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), a CPI do Paletó, na Câmara de Vereadores. O depoimento será transmitido pelas redes sociais do parlamento municipal. O último convocado, o irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro, o Popó, não apareceu frustrando as expectativas da comissão. 

 

Riva é considerado peça fundamental, já que confirmou a existência do pagamento de “mensalinho” feito pelo Governo do Estado a parlamentares da Assembleia Legislativa – ao longo de 20 anos – em delação premiada firmada com o Ministério Público do Estado (MPE). Segundo o ex-presidente da ALMT, o então deputado estadual Emanuel Pinheiro recebeu propina. A declaração de Riva corrobora a afirmação do ex-governador Silval Barbosa, de que pagou para os deputados estaduais, entre eles Emanuel, para aprovação de projetos do Executivo relacionados à Copa do Mundo em 2014.

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Segundo o vereador Marcelo Bussiki (DEM), presidente da CPI do Paletó, o depoimento de Riva vai reforçar o que tem sido notório ao longo da investigação da CPI: de que o dinheiro recebido por Emanuel era fruto de propina. “Tivemos certa dificuldade em intimar o ex-deputado José Riva, mas ele vai depor. Nossa expectativa é de que ele traga mais clareza sobre como eram feitos os pagamentos de mensalinho, que ele já declarou. E se, além do dia em que foi filmado, Emanuel já teria recebido outros valores”, disse.

 

Na CPI do Paletó, o ex-governador Silval Barbosa (MDB) reafirmou as declarações feitas no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria Geral da República (PGR), em dois depoimentos. A segunda oitiva foi em março deste ano. O mesmo foi feito pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Corrêa, que gravou o vídeo em que flagra Emanuel Pinheiro enchendo os bolsos do paletó de dinheiro. A gravação foi entregue em um conjunto de provas no acordo de delação premiada. 

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Outras oitivas

Além de Silval Barbosa e  Sílvio Corrêa, já depôs o servidor Valdecir Cardoso, que auxiliou o enquadramento da câmera usada para gravar o então deputado estadual Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó. 

 

Diante do não comparecimento de Popó Pinheiro, a CPI requisitou que a esposa como sócia na empresa de pesquisas dele, Bárbara Pinheiro, seja intimada para depor. Emanuel Pinheiro alegou que o dinheiro que ele aparece recebendo no vídeo divulgado em rede nacional em agosto de 2017 é pagamento de pesquisas eleitorais feitas pelo irmão dele para o ex-governador. 

 

Em novembro deste ano, a CPI do Paletó completa três anos de instalação com uma série de interrupções pela justiça. O prazo de conclusão formal é de 120 dias e pode ser prorrogado. Assim que elaborado um relatório final, o documento deverá ser colocado para aprovação do plenário da Câmara de Vereadores. 

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