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Juiza nega pedido de defesa de Malouf para alongar processo

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Em decisão publicada nesta segunda-feira (18), a juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, negou o pedido da defesa réu Alan Malouf, para ter mais prazo para fazer a defesa dele, antes do término do processo. Selma afirmou na decisão que a defesa tenta protelar ao máximo a sentença final. A defesa de Malouf negou a acusação da magistrada.

 

A defesa teria pedido mais prazo para fazer os memoriais em razão de o Ministério Público Estadual (MPE) ter levado 47 dias para fazer o mesmo. “Eis que também não há previsão na legislação vigente e não há nenhum elemento nos autos que poderia me convencer a acolhê-lo, ainda que por respeito ao direito de petição”, registrou Selma.

 

A magistrada ressaltou que a defesa teve 27 dias para se manifestar e, mesmo assim, não o fez, “situação que, lamentavelmente, demonstra a nítida ação em protelar ao máximo a conclusão dos autos para sentença”.

 

Alan Malouf é réu confesso da Operação Rêmora, acusado de ser um dos operadores do suposto esquema que teria fraudado diversas licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para construção e reforma de escolas, por meio da exigência de propina aos empresários que formavam um cartel.

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Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em dezembro do ano passado, Alan Maluf confessou que articulou as fraudes na Seduc para obter o “retorno” de cerca de R$ 10 milhões que teria doado – via caixa 2 – para a campanha do governador Pedro Taques (PSDB).

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