O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) criticou a composição da comissão provisória da federação partidária União Progressista, que une os partidos União Brasil e Progressistas (PP), para a disputa eleitoral deste ano em Mato Grosso. Na avaliação dele, a articulação representa uma “traição” por parte de companheiros de partido e pode comprometer alianças históricas construídas ao longo dos anos.
A Federação União Progressista protocolou na Justiça Eleitoral os nomes dos membros da comissão provisória, que terá como presidente o ex-governador Mauro Mendes (União) e como vice o ex-senador Cidinho Santos (PP). Júlio Campos, com seu histórico de ex-governador, ex-senador, ex-conselheiro do Tribunal de Contas e atualmente deputado estadual, foi relegado a suplente na composição, ao lado da ex-primeira-dama Virgínia Mendes.
“Fomos pegos de surpresa ontem no final da tarde, ao tomarmos conhecimento pela imprensa, de que foi nomeada a primeira comissão provisória da Federação. O que foi acordado dias atrás não foi cumprido”, reclamou Júlio Campos, demonstrando insatisfação com a decisão. Segundo ele, o acordo firmado com os presidentes nacionais das duas siglas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, era de que a comissão seria comandada pelos parlamentares com mandato. Na prática, deputados com mandato, como o próprio Júlio, foram preteridos na composição.
“Seriam os três deputados estaduais do União Brasil, o deputado federal Fábio Garcia, o senador Jayme Campos e dois nomes sem mandato, que seriam o Nilson Leitão e talvez Mauro Mendes ou Cidinho Santos”, explicou. No entanto, justamente os dois nomes sem mandato atualmente foram os “escolhidos” para comandar a comissão provisória da Federação: Mauro e Cidinho.
Júlio Campos também indicou preocupação com os impactos políticos da união partidária, especialmente em relação aos acordos eleitorais e à identidade do grupo político ao qual pertence. Para ele, a federação pode enfraquecer setores tradicionais do partido e abrir espaço para disputas internas.

Forças ocultas
Ao comentar o cenário político, o parlamentar reforçou que considera a movimentação uma quebra de confiança entre aliados históricos e que foi um “balde de água fria na militância”. Apesar das críticas, ele não detalhou possíveis medidas futuras, mas deixou claro o descontentamento com a postura adotada pelos companheiros envolvidos na articulação.
“Vamos acionar nossos aliados de Brasília para saber o que ocorreu de lá pra cá, se houve alguma negociação de alto nível, alguma interferência maior ou outras forças ocultas para mudar o que vinha sendo acertado há um mês com Rueda e Ciro Nogueira”, completou Campos.






















