Pesquisar
Close this search box.
MPMT VAI INVESTIGAR

Júlio Campos denuncia Mauro Mendes por investir R$ 448 milhões em fundo com conexões com o PCC; veja vídeo

Publicidade

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) protocolou no dia 7 de abril uma denúncia criminal no Ministério Público Estadual contra o governador Mauro Mendes (União Brasil) por supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos em fundos de investimento. A informação foi revelada pelo próprio parlamentar durante entrevista à Rádio Cultura FM, na manhã desta sexta-feira (10.04).

De acordo com Campos, a denúncia tem como base uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, em 1º de abril de 2026, assinada pelo jornalista Vinícius Valfré. O artigo aponta que o governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões em um fundo de investimento que teria quebrado, gerando um prejuízo bilionário aos cofres públicos.

“Esse fundo quebrou e o estado de Mato Grosso deve tomar um prejuízo de quase 500 milhões de reais. E eu comuniquei ao procurador-geral da justiça, Dr. Rodrigo Fonseca, por telefone. Ele falou que só aceitaria abrir algum procedimento junto ao Ministério Público se protocolasse uma denúncia por escrito. E o deputado Júlio Campos, dia 7 de abril, protocolou o documento. Estou exigindo imediatamente a nomeação de um procurador de Justiça do Estado para analisar esse fato que é gravíssimo”, afirmou Julio Campos.

O Governo de Mato Grosso depositou R$ 448 milhões no MTPar Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (MTPar FIDC), um fundo de investimentos que depositou recursos no montante de R$ 1 milhão em um segundo fundo, o Monkey Market, que recebeu investimentos de fundos com conexões com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), original de São Paulo. O MTPar FIDC também foi operado pela Reag Investimentos, empresa acusada de operar recursos para a facção criminosa. O dinheiro teria sido repassado pelo governo ao fundo para pagar dívidas da Odebrecht com bancos quando a empresa operava a concessão da BR-163. O governo estadual comprou a concessão e arcou com as dívidas da empresa.

Leia Também:  Abilio manda derrubar casas de moradores pobres e deixa grávida sem lar em Cuiabá

Júlio Campos detalhou que a matéria do Estadão menciona o uso do fundo da gestora investigada para destravar obras da BR-163, por meio da concessionária MT Par, vinculada ao governo estadual. “O capital social do MTPar é do governo. O artigo é muito sério, profundo. Em Mato Grosso, todo mundo leu e ninguém reagiu. O deputado Lúdio falou na Assembleia, mas não protocolou nada. Eu protocolei”, disse.

O parlamentar afirmou ter entrado em contato com o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, que teria condicionado a abertura de qualquer procedimento ao envio de uma denúncia formal por escrito. “Ele é um homem sério, honrado, com liberdade para designar um promotor para acompanhar e confirmar se é verdade o que ocorreu na MT Par, na Nova Rota, com relação a esse dinheiro público”, completou.

Denúncia sobre o MTPar FIDC

A informação de que o estado pagou R$ 448 milhões, em abril de 2023, para o MTPar FIDC foi revelada pelo ex-governador Pedro Taques em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado nesta quarta-feira (25.03). Os investimentos do MTPar FIDC foram revelados em reportagem do portal ICL Notícias, que demonstrou que o fundo investiu R$ 1,1 milhão no Money Market Fundo de Investimento Renda Fixa, que também recebeu investimentos de R$ 845 mil do Murren 41 Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, ligado ao fundo Hans 95, acusado de movimentar recursos do PCC e de injetar R$ 1 bilhão em empresas do Banco Master.

Leia Também:  Ex-adjunta da SES presta depoimento e nega envolvimento em fraudes

O MT Par FIDC foi criado para comprar a dívida bancária de R$ 447 milhões da antiga Rota do Oeste, quando o Governo de Mato Grosso comprou a concessionária em um negócio que custou mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e livrou a Odebrecht, controladora da Rota do Oeste, da dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entretanto, o valor de R$ 447 milhões ainda consta no balanço do fundo de investimentos como sendo “Direitos Creditórios com Aquisição Substancial dos Riscos e Benefícios”. Em abril de 2025, o MT Par FIDC recebeu R$ 650 mil do Governo de Mato Grosso em um pagamento que foi classificado como “despesas referentes à manutenção de recursos”. O pagamento cita o Contrato 037/2023, que não foi localizado pela reportagem no Portal da Transparência.

Além da relação de investimentos do MTPar FIDC com fundos ligados com a facção criminosa paulista, Taques também apontou durante o depoimento as conexões com a empresa Reag Investimentos, que administra o fundo MTPar FIDC. Segundo o ex-senador, um ex-CEO da empresa foi nomeado no conselho de direção da Nova Rota do Oeste. Fato que, segundo ele, configuraria conflito de interesses.

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza