O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, na manhã desta sexta-feira (03), as obras do VLT de Salvador (BA), que já estão em fase final de execução.
Durante a agenda, Lula percorreu um dos trens do sistema, que faz parte dos vagões adquiridos pelo governo baiano após serem retirados de Várzea Grande.
Os vagões foram vendidos pelo ex-governador Mauro Mendes (União) para o governo da Bahia pelo valor de 793 milhões em junho de 2024. A venda ocorreu em um processo sigiloso e teve aval do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU).
O Bus Rapid Transit (BRT), que deveria substituir o VLT, nunca foi concluído pelo governo atual e as obras se arrastam desde que Mendes decidiu trocar o modal de transporte em Cuiabá e Várzea Grande.
O Governo da Bahia deu continuidade ao uso no novo sistema de mobilidade urbana da capital baiana. Em dezembro de 2020, Mauro Mendes anunciou trocar o BRT pelo VLT, mesmo com as obras do antigo modal com 65% de conclusão – a troca foi amplamente rechaçada por especialistas do setor, mas recebeu o aval da Secretaria de Estado de Infraesturura, que lançou nova licitação.
Na época, a previsão era de que o BRT estaria pronto em 22 meses, portanto, a obra deveria ter sido concluída em outubro de 2022, o que nunca ocorreu. Após diversos aditivos e mudanças no prazo de conclusão, a obra do BRT permanece inconclusa. Recentemente, cogitou-se uma nova troca no modal em Cuiabá: a substituição do BRT pelo BDU, novo formato coletivo.
Inicialmente prevista para ser concluída com um gasto de R$ 430 milhões, as obras do BRT tiveram sucessivos aumentos. O mais recente foi o lançamento de um edital de licitação, em que o governo prevê pagar R$ 130 milhões apenas para a construção dos terminais de passageiros.























