
Em 2022, o município de Cuiabá registrou 89 óbitos decorrentes de acidentes de trânsito. Os dados foram compilados no Boletim Epidemiológico e Boletim Informativo relacionados a Vigilância dos Acidentes de Trânsito elaborado pela Vigilância Epidemiológica de Cuiabá e divulgado nesta quinta-feira (23.05). De acordo com a publicação, mais da metade dos acidentes fatais envolveram motociclistas.
De acordo com o levantamento, 57,9% das vítimas fatais utilizavam motocicletas. O percentual é significativamente maior do que a média observada entre 2017 e 2021 nas capitais brasileiras, em que 31,3% das mortes por acidentes de trânsito envolviam motociclistas, conforme o Ministério da Saúde. Dados nacionais recentes indicam que, na faixa etária de 15 a 29 anos, acidentes com motocicletas são responsáveis por cerca de 44% dos óbitos, enquanto em idosos com 70 anos ou mais, os atropelamentos predominam.
Dentre as 89 mortes analisadas, os estudiosos destacam o predomínio de vítimas do sexo masculino, que representam 83,1% dos óbitos e que a faixa etária mais afetada pelos acidentes fatais é de 10 a 39 anos, abrangendo adolescentes e adultos jovens, e correspondendo a 52,6% das mortes. Os grupos etários de 20 a 24 anos (21,1%) e 15 a 19 anos (10,5%)também ganham destaque. Adultos de 40 a 45 anos representaram 17,5% dos óbitos.
Ainda de acordo com a publicação, metade dos indivíduos que vieram a óbito não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), desrespeitando a legislação brasileira que exige a permissão para dirigir. Além disso, as mortes por acidentes de trânsito em 2022 ocorreram majoritariamente aos finais de semana (57,9%), com os dias de sexta-feira, sábado e domingo registrando 19,3% cada. O menor percentual de ocorrência foi na quarta-feira (3,5%).
A velocidade foi um fator de risco em quase metade (49,1%) das mortes por acidentes de trânsito, sendo o fator mais importante em 12,3% dos casos. O álcool foi o segundo fator de risco mais frequente (28,1%), sendo o principal fator em 21,1% dos óbitos. A infraestrutura deficiente também foi um fator de risco em aproximadamente 24,6% das mortes.
























