
O Estado de Mato Grosso registrou um crescimento de 7% na Receita Corrente Líquida (RCL) no acumulado até o quinto bimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado, presente no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (20.02), indica um desempenho positivo na arrecadação estadual. No entanto, as despesas correntes aumentaram 13% no mesmo período.
De acordo com o relatório, Mato Grosso arrecadou R$ 30,60 bilhões em receitas correntes de janeiro a outubro de 2024, frente aos R$ 28,64 bilhões no mesmo intervalo de 2023. O crescimento é resultado do aumento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e das transferências do governo federal.
Ainda assim, as despesas líquidas do Estado somaram R$ 23,63 bilhões, R$2,65 bilhões a mais que o ano passado. O aumento foi puxado, sobretudo, por gastos com pessoal, custeio da máquina pública e investimentos em infraestrutura.
O documento mostra que o Estado de Mato Grosso destinou 15% da sua despesa total para a educação, 11% para a saúde e 13% para a segurança pública até o quinto bimestre de 2024. Em comparação com outros estados, Mato Grosso alocou menos recursos para educação do que estados como Paraná (24%), Pernambuco (17%) e Bahia (18%). O número mato-grossense também fica atrás da média nacional.
Resultado orçamentário e previdência
Apesar do crescimento na arrecadação, Mato Grosso fechou o período com um resultado orçamentário de R$ 2,87 bilhões, o que representa 11% da RCL. O valor, embora positivo, demonstra um recuo em relação ao mesmo período de 2023, quando o resultado foi de R$ 3,37 bilhões.
A previdência estadual também segue como um dos desafios para o governo. O déficit do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) no Estado ficou em R$ 346 milhões até outubro.
O relatório ainda aponta que Mato Grosso registrou uma variação da dívida consolidada próxima de -1% em relação ao final de 2023, indicando uma leve redução no endividamento estadual. Em relação às despesas liquidadas, os investimentos representaram cerca de 12% do total, percentual considerado razoável, mas que precisa ser ampliado para sustentar o crescimento econômico no médio e longo prazo.



























