
O estado de Mato Grosso registrou a menor área de supressão de vegetação nativa no Bioma Cerrado durante o ano de 2023, com uma significativa diminuição de 17,48% em comparação a 2022. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a área de vegetação nativa suprimida no Bioma Cerrado em Mato Grosso foi de 742,12 km² em 2022, caindo para 612,43 km² em 2023.
Essa redução representa a menor taxa de devastação registrada desde o início das medições em 2000, quando mais de 111 km² do bioma foram perdidos. No ranking nacional, o estado do Maranhão liderou a triste estatística, apresentando a maior área de vegetação nativa suprimida, totalizando 2.928,81 km². Em seguida, estão Tocantins, com 2.233,58 km², e Bahia, com 1.971,71 km².
Os dados divulgados nesta terça-feira (28.11) pelo INPE revelam que, no período de agosto de 2022 a julho de 2023, houve um total de 11.011,70 km² de corte raso em todo o país. Este valor representa um aumento de 3,02% em comparação ao ano anterior, conforme apurado pelo PRODES 2022, que registrou 10.688,73 km² de supressão vegetal no bioma Cerrado.
O dado foi alcançado por meio do projeto PRODES Cerrado, operado pelo INPE, atualmente financiado pelo projeto BiomasBR MCTI – Cerrado com suporte da FINEP. O PRODES Cerrado utiliza imagens das 126 órbitas/ponto da série Landsat e imagens Sentinel 2 para identificar, mapear e quantificar áreas maiores que 1 hectare onde a vegetação nativa foi suprimida, independentemente da utilização subsequente dessas regiões.
Ainda nesta terça-feira (28.11), Governo Federal também o novo PPCerrado (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado), com a promessa de alcançar a meta do desmatamento zero até 2030, ano-chave para frear o aquecimento de planeta, conforme o Acordo de Paris.

























