A propósito da federação que uniu nacionalmente dois grandes partidos de centro, o União Brasil e o PP, um dirigente do PP de Mato Grosso fez para o PNB Online uma análise do projeto do Centrão para 2026. A direita tem três objetivos: 1) isolar o bolsonarismo e isolar Jair Messias Bolsonaro (PL); 2) enfraquecer o governo federal e enfraquecer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 3) viabilizar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), para presidente da República em 2026.
Além da federação União/PP, o centrão articula a criação de outras federações, segundo a fonte ouvida pela PNB. Tarcísio de Freitas deu a missão de articular a criação do megaceentrão para uma liderança do seu partido, o Republicanos, na qual ele confia: o pastor Marco Feliciano, fundador da igreja Catedral do Avivamento, deputado federal.
O lego partidário para montar o megacentrão prevê a criação de outras duas federações: o PSDB com o Podemos (na qual depois terá a adesão do Republicanos) e o PSD com o MDB. Os objetivos estão definidos:
– Tirar do governo federal a maioria dos partidos da Base, enfraquecendo o governo e enfraquecendo a candidatura de Lula à reeleição;
– Isolar o bolsonarismo e isolar Bolsonaro. “O Centrão quer os votos dos bolsonaristas mas não quer estar vinculado ao extremismo”, argumenta o dirigente do PP de Mato Grosso. Ele acredita inclusive que, sem a candidatura de Jair Bolsonaro, a extrema-direita vai rachar entre bolsonaristas raiz e líderes dissidentes como Pablo Marçal.
Segundo o dirigente pepista, sem a candidatura de Bolsonaro, Lula chegará muito forte em 2026, por isso o Centrão trabalha para que a candidatura do petista seja minada na Base. Com as federações, o Centrão fará um duplo movimento: enfraquece a base partidária do governo Lula e viabiliza a candidatura de Tarcísio, o nome favorito da turma da direita.
Se tudo der errado, se a candidatura a presidente de Tarcísio de Freitas não se viabilizar, o Centrão, em óbvio, não se apertará. “Se o projeto do megacentrão não der certo, eles irão buscar outra alternativa de sobrevivência política. Eles não tem preocupação de estar aqui ou ali. É centro”, argumenta o dirigente que conhece bem a lógica fisiológica dos políticos que lideram os partidos do Centrão.























