Na operação “Esdras” da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27), envolvidos no esquema de grampos em Mato Grosso foram presos. Ao todo foram 15 mandados de busca e apreensão, uma condução coercitiva e 8 prisões. Membros do Ministério Público do Estado (MPE) teriam envolvimento no caso, com interesse no afastamento do desembargador Orlando Perri das investigações sobre a “grampolândia pantaneira”.
O ex-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, foi flagrado em uma gravação feita pelo coronel José Henrique Costa Soares, dizendo que o Ministério Público Estadual (MPE) é “aliado” do grupo investigado no esquema de interceptações telefônicas clandestinas que operou no Estado. Lesco já havia sido preso no dia 23 de junho, mas foi solto no dia 18 de agosto.
O coronel José Soares confessou ter integrado a organização criminosa e agora está colaborando como testemunha com as investigações, feitas pela delegada Ana Cristina Feldner, da Polícia Civil.
Segundo ele, haveria um “grupo do Ministério Público” interessado no afastamento do desembargador Orlando Perri das investigações sobre a chamada “grampolândia pantaneira”.
Os oito presos da operação “Esdras”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) são: o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira; do secretário afastado de Segurança Pública, delegado Rogers Jarbas; dos ex-secretários da Casa Civil e da Casa Militar, o advogado e primo do governador Pedro Taques (PSDB), Paulo Taques e coronel Evandro Lesco; do sargento da Polícia Militar João Ricardo Soler, do major PM Michel Ferronato, da esposa do coronel Lesco, Helen Christy Lesco e de José Marilson da Silva.
Orlando Perri destacou que a necessária urgência se dá por conta das ameaças que o tenente-coronel Soares e seu filho vêm sofrendo após o depoimento prestado, envolvendo os promotores, cujos nomes não foram revelados. “(…) colocando em risco, inclusive, a integridade física e moral da testemunha José Henrique Costa Soares, como também a do seu filho, também ameaçado por membro da organização criminosa”, diz trecho dos autos.
A assessoria de imprensa do Ministério Público afirmou que irá emitir um posicionamento sobre a questão.





















