O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou na tarde desta quinta-feira (09.10) que vai se aposentar do cargo. Durante sessão no STF, Barroso fez um discurso emocionado para informar os demais ministros sobre sua decisão.
Luís Roberto Barroso antecipa em oito anos sua saída do STF, já que poderia permanecer no cargo até 2033, quando completa 75 anos, idade em que ocorre a aposentadoria compulsória na Corte. No entanto, ele declarou que a decisão de deixar o cargo vinha sendo amadurecida há dois anos e efetivada agora, pouco após sua saída da presidência do Tribunal. Ao final do discurso, Barroso foi aplaudido de pé pelos demais ministros e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco.
“É hora de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e gostaria de viver a vida que me resta sem as responsabilidades do cargo. Os sacrifícios e os ônus da nossa profissão acabam se transferindo aos familiares e às pessoas queridas”, afirmou Barroso. Ele ressaltou ainda que sua antecipação da aposentadoria não tem qualquer relação com “fatos da conjuntura atual”.

O ministro Luís Roberto Barroso ainda deve permanecer no STF até a próxima semana para liberar processos que ainda estão sob a responsabilidade dele.
Com a saída de Barroso, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar novo integrante para a Corte.
Perfil
Barroso chegou ao Supremo Tribunal Federal em 2013, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres Britto.
O ministro nasceu em Vassouras (RJ), é doutor em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos.
Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado privado e defendeu diversas causas na Corte, entre elas a interrupção da gravidez nos casos de fetos anencéfalos, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e a defesa do ex-ativista Cesare Battisti.






















