Entrou em vigor neste domingo (8) o vazio sanitário da soja em Mato Grosso, período de 90 dias em que produtores estão proibidos de manter plantas de soja vivas nas lavouras, em qualquer fase de desenvolvimento. A medida segue até 6 de setembro e visa reduzir a incidência da ferrugem asiática, principal doença que afeta a cultura no país.
O fungo causador da doença, Phakopsora pachyrhizi, se aloja nas plantas e provoca o amarelecimento, o bronzeamento e a queda precoce das folhas, comprometendo a formação dos grãos. Ao eliminar a presença do hospedeiro durante o vazio, reduz-se a pressão da praga para a próxima safra.
A fiscalização é feita pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), que inspeciona propriedades rurais para verificar o cumprimento da norma. No ano passado, fiscais do instituto realizaram 5.825 vistorias durante o período.
Produtores que desrespeitarem a medida estão sujeitos a penalidades. Em caso de dúvidas, o Indea orienta que os sojicultores busquem a unidade mais próxima ou entrem em contato pelos canais oficiais de atendimento.

























