Governo de Mato Grosso

Registro do desmatamento do norte de Mato Grosso.
O estado de Mato Grosso concentrou 34% da área sob alertas de desmatamento na Amazônia no primeiro semestre do ano. Os dados são do sistema Deter-B, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (06.07). Conforme o relatório, houve no primeiro semestre de 2023 um crescimento de 7,1% nos alertas em Mato Grosso.
Com o resultado, Mato Grosso segue na contramão da tendência geral dos outros estados, que apresentaram queda no mesmo período. Ao concentrar 34% dos alertas, o estado liderou a lista, com uma área de 905 km². Em seguida, o Pará aparece com 28% dos alertas, representando uma área de 746 km². O Amazonas registrou 21% dos alertas, abrangendo uma área de 553 km².
Rondônia ocupou a quarta posição, com 9,5% dos alertas, correspondendo a uma área de 252 km². Roraima e Acre apresentaram índices menores, com 5% (122 km²) e 1,5% (38 km²) dos alertas, respectivamente. O Maranhão registrou 1% dos alertas, abrangendo uma área de 24 km², enquanto o Amapá e o Tocantins apresentaram índices mínimos, com 0,2% (6 km²) e 0,1% (2 km²) dos alertas, respectivamente.
Vinte municípios amazônicos concentraram metade do desmatamento verificado pelo Deter no semestre: 7 em Mato Grosso, 6 no Pará, 6 no Amazonas e 1 em Rondônia. Os destaque negativos mato-grossenses foram Santa Nova Helena, Querência, Aripuanã, Porto dos Gaúchos, Juara, Colniza e Feliz Natal.
Resultados positivos em geral
Por outro lado, os resultados gerais mostraram uma redução de 33,6% na área sob alertas de desmatamento na Amazônia no primeiro semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. No mês de junho, a queda foi ainda mais expressiva, chegando a 41% em comparação com junho de 2022.
“A redução do desmatamento na Amazônia se deve a um conjunto de ações de comando de controle que vão desde o aumento da fiscalização e dos embargos pelo Ibama a uma ação coordenada junto com os Estados e a um processo de dissuasão que vem sendo feito, mostrando que não haverá conivência com a criminalidade”, disse a ministra Marina Silva.
“A inovação que nós introduzimos com os embargos remotos, os instrumentos de limitação do acesso ao crédito, o aumento da capacidade de verificarmos a sobreposição de áreas que estão no Cadastro Ambiental Rural com Unidades de Conservação, com Terras Indígenas, e de fazer a suspensão ou cancelamento desse cadastro, tudo isso compõe um conjunto de medidas que fazem com que o desmatamento tenha uma inflexão consistente”, acrescentou.

























