Nos últimos 30 dias, os focos de calor, indicadores importantes de incêndios florestais, apresentaram uma queda significativa de 72% em Mato Grosso na comparação com o mesmo período no ano anterior. Os dados são do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e mostram que, apesar dessa redução, os incêndios ainda persistem no estado.

O Inpe utiliza um sistema de detecção de queimadas que se baseia em imagens de sensores a bordo de satélites para identificar esses focos de calor. Eles são definidos como pontos geográficos em que a temperatura do solo atinge 47°C ou mais, abrangendo uma área mínima de 900 metros quadrados.
A comparação entre os períodos de 12 de agosto a 12 de setembro de 2022 e 12 de agosto a 12 de setembro de 2023 revela uma redução considerável, com 12.761 focos de calor no ano anterior e apenas 3.555 no atual – uma variação de -72%. No acumulado do ano, de 1 de janeiro a 12 de setembro de 2022, foram registrados 22.348 focos de calor, em contraste com os 11.882 focos registrados no mesmo período de 2023, representando uma diminuição de 46,8%.
A situação, entretanto, ainda preocupa organizações de defesa ambiental. Entre os municípios mato-grossenses, Colniza, Nova Maringá, Feliz Natal, Paranatinga, Juara e Aripuanã lideraram o ranking de focos de calor em 2023. Além disso, esses municípios também figuram entre os 30 municípios em todo o Brasil com os maiores registros de focos de calor neste ano.
Desse modo, apesar da aparente melhoria nos números, o fogo continua avançando em algumas áreas do estado. Conforme divulgado pelo PNB Online, nesta segunda-feira (11.09), incêndios foram detectados no Parque Estadual do Cristalino, localizado entre as cidades de Alta Floresta e Novo Mundo, em uma área já autuada e embargada em 11 de setembro de 2023.
Nesta terça-feira (12.09), o estado de Mato Grosso registra 282 focos de calor. A maior concentração desses focos está no município de Peixoto de Azevedo, seguido de Nova Santa Helena e Novo Mundo. A região amazônica ainda é a mais afetada, com 77% dos focos de calor, seguida pelo Cerrado (19,9%) e pelo Pantanal (3,2%).
Em razão das condições de clima quente, seco e com ventos fortes, típicas dessa época do ano, que acabam por dissipar as chamas, organizações de defesa ambiental, como o Observatório Socioambiental de Mato Grosso, estão cobrando atitudes mais efetivas no combate ao fogo por parte do Governo Estadual.

























