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NAZARENO LANCIOTTI

Beatificação de padre italiano reúne fiéis em Juara 25 anos após morte

Cerimônia deve atrair caravanas do Brasil e da Itália; religioso foi morto em 2001 e reconhecido como mártir pela Igreja.

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(Foto: Reprodução)

A cidade de Jauru (414 km de Cuiabá) recebe neste sábado (13.06) a cerimônia de beatificação do padre italiano Nazareno Lanciotti, morto em 2001, em um evento que deve reunir milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

A programação começa às 9h e se estende ao longo do fim de semana, com celebrações religiosas, momentos de oração e atividades voltadas à memória do sacerdote, que atuou por mais de três décadas no oeste de Mato Grosso. A missa principal será realizada em espaço aberto.

A cerimônia será presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, que participa como representante do Papa Leão XIV. A Diocese de São Luiz de Cáceres estima grande público ao longo dos três dias de programação.

Para receber os visitantes, a organização montou estrutura com estacionamento, praça de alimentação, atendimento de saúde e segurança. Como as atividades ocorrerão ao ar livre, a orientação é que os participantes levem água, protetor solar e assentos portáteis.

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Nascido em Roma em 1940, Lanciotti foi ordenado sacerdote em 1966 e chegou ao Brasil em 1971, fixando-se em Jauru. Na região, desenvolveu trabalho pastoral e social, com ações voltadas à população vulnerável, incluindo atendimento médico e iniciativas junto a trabalhadores.

Amigos e fiéis destacam a atuação do religioso. “Ele era um fazedor, construía mesmo sem ter recursos. E quando precisava, aparecia ajuda”, afirma Osvaldo Piva, que conviveu com o padre.

Lanciotti também teve atuação no Movimento Sacerdotal Mariano, do qual foi diretor no Brasil. Segundo relatos de pessoas próximas, mantinha rotina de oração, confissões e atividades religiosas intensas.

O sacerdote foi baleado na noite de 11 de fevereiro de 2001, quando dois homens encapuzados invadiram sua casa. Ele morreu 11 dias depois, aos 61 anos. De acordo com a Igreja, antes de morrer, perdoou os autores do ataque.

A morte foi reconhecida como martírio, ou seja, por ódio à fé, em abril de 2025, durante o pontificado do Papa Francisco. Com a beatificação, Lanciotti passa a ser oficialmente considerado beato pela Igreja Católica.

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