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A PRAGA DA EXTREMA DIREITA

O negócio do bolsonarismo que a direita engole sem mastigar

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O bolsonarismo é o movimento que fez brotar a praga da extrema direita no Brasil que envenena a democracia, objetivo de qualquer extremismo de viés totalitário. Vive do negócio da venda da ideologia da verdade única; da mentira e da desinformação; da simplificação das questões complexas; estimula o ódio contra o diferente; prega a truculência e a violência; declara-se amante da tortura e amante da ditadura militar e cria um inimigo imaginário a ser exterminado.  

A direita brasileira comprou o pacote do bolsonarismo, engolindo sem pensar o negócio do radicalismo, caindo no golpe da esperteza barata. Apequenada, acovardada e sem lideranças de coragem e respeito, a direita assumiu a submissão à extrema direita. Abraça o radicalismo como um bêbado ao poste, sempre com o risco de cair de cara no asfalto. 

Mato Grosso, que antes era um estado dominado pela direita conservadora, hoje está tomado pela praga da extrema direita. Dá vergonha alheia ver lideranças da direita e até do centro completamente dominadas pela truculência da extrema direita. Gente que defendia a família e hoje diz amém para o líder da extrema direita brasileira, Jair Messias Bolsonaro, aquele que confessou ter usado dinheiro da Câmara Federal para fazer sexo pago; gente de direita que defende a pena de morte contrariando os valores cristãos, e políticos de direita sendo cúmplices do Mito no seu amor bandido à ditadura e à tortura.

A extrema direita projeta a campanha de 2026 pregando o medo à esquerda. Para isso usa o velho disfarce de se apresentar como “direita”. Não é direita, é extrema direita. Qual é o terreno ideal para germinar a praga da extrema direita? Criar polêmicas ideológicas, vazias, que deixam de lado os problemas reais da população, em Cuiabá e no interior.

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Gustave Dore – Pestilence, one of the Seven Plagues of Egypt – 1866

O eleitor precisa estar atento: o político que só fala de direita e esquerda não tem nada, nada, a oferecer para ninguém. Os valores cristãos universais de amor ao próximo estão mais próximos dos valores seculares do que se pode imaginar:

– Quem fala de amor à família, fala de amor ao próximo;

– Quem fala de justiça divina, fala de justiça social;

– Quem fala de direito à propriedade, fala também em direito de quem não tem e quer um pedaço de terra para plantar e sustentar a sua família. Nestes dois casos, são duas obrigações do Estado, defender quem tem e amparar que não tem e quer ter. Um direito sagrado e da justiça dos homens, concordam crentes e secularistas.

Em 2026, na verdade, os candidatos a governador, senador, deputado federal, deputado estadual, devem ser cobrados pelas suas propostas de políticas públicas. Sejam progressistas ou conservadores, não importa para o eleitor-cidadão, que no final das contas quer saber se a sua vida e a vida da sua família vão melhorar. Na melhor lógica de centro e de direita democrática, o que conta são os resultados já alcançados e quais avanços são apresentados como novos compromissos. 

Em 2026, o debate eleitoral não pode ser tomado pelo vazio de ideias e pelo discurso raso da extrema direita. O antídoto contra a praga radical é usar o remédio de perguntas sem noção para os candidatos bolsonaristas sem noção. É a melhor forma de expor a estratégia extremista de não debater nunca as coisas reais de interesse público.

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O questionário pode começar assim: o senhor é mesmo bolsonarista raiz, é então de extrema direita? 

– Igual a Bolsonaro, o senhor defende a tortura e a ditadura militar?

– Dorme de que lado da cama, na esquerda ou na direita? 

– Como manter o contato com a esposa ou o marido que dorme do lado esquerdo? 

– Dorme em camas separadas para evitar o lado esquerdo? 

– Qual o lado do cérebro que o senhor usa quando decide pensar, o esquerdo ou o direito? 

– Quando o senhor abre a bíblia ao meio, de qual lado está Deus, à esquerda ou à direita?

– O senhor prefere o lado direito de Mato Grosso, região leste, ou o lado esquerdo, região oeste?

É isso, o vazio do abismo. A eleição de 2026 corre o risco virar um festival de bobagens polarizadas, reduzindo a eleição ao debate zero sobre os problemas reais do cidadão de Mato Grosso. No vale tudo pelo voto, o negócio da extrema direita, que a direita engole sem mastigar, são as mentiras, ódios e muita besteira ideológica. 

*Pedro Pinto de Oliveira é jornalista e professor da UFMT. Mestre em Ciências da Comunicação pela USP e doutor em Comunicação pela UFMG.

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