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ARTIGO

O tempo não se mede com palavras

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Os conflitos da vida nascem, quase sempre, das perdas e dos fracassos.

Mas não atingem com tanta força aqueles que têm estrutura emocional alicerçada na inteligência e na perceptibilidade.

O pior estágio da existência humana talvez seja o de nunca ter tomado um lado — ou de não ter feito tudo o que podíamos ter feito.

É nesse terreno neutro que florescem as indecisões. Por isso, em nossos convívios, encontramos pessoas que preferem permanecer sobre a linha do “talvez”, sendo julgadas pelos contemporâneos como não confiáveis.

É importante compreender que não somos superiores aos pigmeus, nem inferiores aos gigantes. Somos iguais na virtude da discrição.

Não devemos ostentar diante dos elogios, nem nos deprimir diante da censura.

Em qualquer lugar onde estejamos, sejamos donos do espaço que nos cabe — e em qualquer tempo, que sejamos voz e presença onde o destino nos colocar.

Ocupe, com sabedoria, os espaços disponíveis: assim, estarás presente em todos os lugares, em todos os tempos.

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Precisamos nos posicionar de acordo com o que sabemos e com aquilo em que acreditamos.

Não devemos enxergar o mundo apenas pelas lentes das nossas necessidades imediatas, nem nos perder no prazer fugaz da alienação.

Muitos conflitos nascem da incapacidade de se colocar no lugar do outro.

É necessário expor pensamentos, ainda que encontremos discordância.

O diálogo é o laboratório das ideias — onde nossas verdades se desdobram, amadurecem e, às vezes, se transformam em antíteses férteis.

Mesmo que hoje nossa tese pareça imperfeita, um dia ela poderá ser aceita, contestada ou reconstruída — pois, lá do alto, tudo pode parecer pequeno, mas tem o tamanho da visão de quem observa.

Não devemos obrigar ninguém a decidir por nós, nem esperar que todos estejam sempre do nosso lado.

Afinal, o tempo não se mede com as palavras “era” ou “será”, assim como o espaço não se limita a “aqui” ou “ali”.

O tempo é o agora, e o espaço é o que fazemos dele — com coragem, consciência e presença.

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Wilson Carlos Fuah é é graduado em Ciências Econômicas, escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso.

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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