O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) paga o preço político pela opinião forte e seu “sincericídio”. Em 2018, ele gravou um áudio criticando duramente o então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro. Otaviano foi direto ao ponto, disse que Bolsonaro não tinha nenhuma condição de ser um bom presidente para o Brasil. Ele elencou as fraquezas morais de Bolsonaro: “preguiçoso, falastrão que está mais para ser um comediante, e apenas preocupado em encaminhar os filhos na carreira política”. Ou seja, Bolsonaro presidente seria, segundo Otaviano, a ruína para o povo brasileiro.
O áudio foi recuperado do Buraco da Memória e circula hoje nas redes sociais. A intenção óbvia é deixar Otaviano mal com a extrema-direita bolsonarista. Resta saber se este ataque digital foi orquestrado pelos adversários conhecidos ou pelo fogo amigo dos adversários da sua candidatura dentro do próprio governo Mauro Mendes.
A opinião de Otaviano sobre Bolsonaro foi sincera e clara, com a coragem própria do vice-governador. O problema é que sua argumentação foi sustentada pelo preconceito gratuito contra “brasileiros-não gaúchos” e pela desinformação sobre a naturalidade do ex-presidente eleito em 2018. Para Otaviano, Bolsonaro era tudo de ruim para o país, antes de mais nada, por ser “carioca”. Puro preconceito e total desinformação. Bolsonaro sempre viveu no Rio, mas é paulista. Bolsonaro é paulista nascido em Glicério/SP. E, vale lembrar, o Brasil já teve presidentes “cariocas” para todos os gostos, de Fernando Henrique Cardoso aos generais-presidentes da ditadura militar, João Baptista Figueiredo e Ernesto Geisel.
O vice Otaviano Pivetta é pré-candidatíssimo a governador em qualquer condição: com Mauro Mendes deixando o governo para ser candidato ao Senado ou se ele ficar até o final do mandato (leia a matéria do PNB Online). A disputa pelo cargo de governador de Mato Grosso deve ser entre Otaviano e outros dois pré-candidatos já declarados: o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (União). O processo eleitoral da sucessão de Mauro Mendes está em curso, mas chama a atenção o fato de Otaviano já ser alvo de ataques digitais.
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