
Os atos da extrema direita bolsonarista neste final de semana tiveram dois alvos preferenciais: os ministros do Supremo Tribunal Federal e a própria instituição do Poder Judiciário. Com cartazes, faixas, e muitos gritos frenéticos, os bolsonaristas dizem que o Brasil vive sob a “ditadura do judiciário”, um ataque explícito à magistratura. Os manifestantes pediram anistia irrestrita a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
É cômico e trágico: a extrema direita que acusa a ditadura da toga é a mesma que foi às ruas defender a ditadura militar, a intervenção dos militares na vida civil do país. Ditadura boa é a dos generais, ditadura ruim é a dos juízes. Nesta lógica torta dos extremistas, os quartéis representam a salvação divina e os tribunais são a morada do diabo.
O prefeito Abilio Brunini, maior liderança da extrema direita em Mato Grosso; o vereador Rafael Ranalli, o ex-deputado estadual Ulysses Moraes (PL) e o deputado federal Coronel Dias, lideraram os discursos antijudiciário no vale tudo para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro do julgamento por tentativa de golpe contra a democracia. Nacionalmente, quem comandou os ataques ao judiciário foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Antijurídico significa contrário à lei ou ao ordenamento jurídico. É a característica de um ato extremista, a conduta que move os bolsonaristas a cada ataque aos magistrados e às instituições do Poder Judiciário.























