No habeas corpus em que pede liberdade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-secretário da Casa Civil, o advogado Paulo Taques, mente que o promotor de Justiça, Mauro Zaque, autor da denúncia dos grampos clandestinos da Polícia Militar, foi candidato a prefeito de cidade do interior.
“…relato de Mauro Zaque, membro do Ministério Público estadual, que foi Secretário de Segurança Pública do Mato Grosso em 2015 e candidato a prefeito de cidade do interior no ano subsequente, sugeriu que o paciente e o Governador, seu primo, teriam sido negligentes quanto à denúncia…”, traz trecho na página 7 do pedido que está nas mãos do ministro Luis Barroso.
O ex-secretário, que está preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde o último dia 27 de setembro, teve a liberdade negada no dia 6 de outubro pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o apontou como um dos “protagonistas do grupo criminoso” que operou o esquema que fez uso de barriga de aluguel para ouvir políticos, advogados, médicos, servidores e jornalista no estado.
Com o pedido junto ao STF, Paulo Taques tenta derrubar a decisão do ministro Ribeiro Dantas. Ele foi preso na Operação Esdras da Polícia Civil que resultou na prisão dele e mais oito por tentar atrapalhar as investigações do caso e conseguir a suspeição do desembargador Orlando Perri, responsável pela relatoria no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
E no fim de semana, o STJ assumiu todos os procedimentos investigatórios sobre o caso, retirando do TJMT e do desembargador Perri a apuração.





















