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OPERAÇÃO FUGAZI

PF faz buscas em 7 empresas e 6 empresários são alvos de bloqueio por fraudar consignados em MT

Empresas apresentavam um suposto cartão de crédito consignado, mas o produto era utilizado como um empréstimo consignado disfarçado.

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A Capital Consig e outras empresas de seu grupo econômico foram alvos da Operação Fugazi, nesta quarta-feira (15.07), deflagrada pela Polícia Federal para investigar fraudes em empréstimos consignados que lesaram servidores públicos, aposentados e pensionistas do Governo de Mato Grosso.

Além da Capital Consig, também foram alvos a Clickdigital Participações S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda, Bemcardes Benefícios S.A., ABCCARD Cartões Ltda., Quiz Holding Ltda., e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. Já os empresários são: Marcolino Medeiros Junior, Roberto Arduini Gomes Teixeira, Sven Stefan Padre Kuhn, Caspar Heinrich Menke, Yim Kyu Lee e Henrique Souza e Silva Peretto.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em São Paulo, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados por decisão da Justiça.

As denúncias contra a Capital Consig e seu grupo econômico foram feitas pelo Sindicato dos Servidores da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig-MT) e pelo escritório AFG Taques.

Em Porto Alegre (RS), o principal alvo foi o empresário Marcolino Medeiros Junior, ligado à Cartos Sociedade de Crédito Direto. Segundo a investigação, a Cartos integra o mesmo grupo econômico da Capital Consig e é suspeita de participar da estrutura utilizada para operacionalizar os contratos investigados pela Polícia Federal.

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De acordo com a Polícia Federal, as empresas apresentavam aos consumidores um suposto cartão de crédito consignado, mas o produto era utilizado como um empréstimo consignado disfarçado. O modelo previa juros elevados, descontos contínuos na folha de pagamento e mecanismos que dificultavam a liquidação da dívida, provocando, em muitos casos, o aumento do saldo devedor.

Outro lado 

Por meio de nota, a  Capital Consig afirma que recebeu com surpresa a diligência, que considera desnecessária e desproporcional, ocorrida na manhã desta quarta-feira (15 de julho). Veja:

“Todos os documentos solicitados à empresa são entregues à Justiça no menor espaço de tempo. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento de todas as normas aplicáveis às suas atividades. Além de estar sujeita à fiscalização e às diretrizes do Banco Central, instituição de reconhecida credibilidade, a Capital Consig passa regularmente por auditorias e processos de controle, sempre pautando sua atuação pela conformidade regulatória e pela governança. A empresa informa que está à inteira disposição das autoridades competentes e prestará todas as informações e documentos que forem solicitados, colaborando plenamente para o esclarecimento dos fatos. A Capital Consig confia no trabalho das instituições e segue desempenhando suas atividades normalmente, mantendo seu compromisso com clientes, parceiros e colaboradores. A empresa reforça seu compromisso com seus mais de 2 mil colaboradores diretos e indiretos, parceiros e clientes, reiterando seu empenho para que todos os fatos sejam esclarecidos com a maior celeridade e responsabilidade, preservando a continuidade de suas operações e sem prejuízo às pessoas que confiam em seu trabalho”.

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