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Botelho quer início rápido das obras do BRT
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), reafirmou nesta terça-feira (09.02) ser contrário à realização de um plebiscito para debater com a população a substituição do VLT pelo Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, há que se levar em consideração o fato de que 2022 é um ano eleitoral, portanto, mais difícil concentrar pretensos candidatos à reeleição em torno de um projeto.
“Eu digo que fazer o plebiscito é atrasar o processo, e se nós queremos trabalhar para concretizarmos logo isso, realmente atrasaria. Estaríamos com esse plesbicito concluído lá por junho ou julho, para depois começar o processo. Em 2022 é um ano eleitoral, com todas aquelas dificuldades. Se nós queremos realmente fazer, temos que nos unir para trabalhar o projeto que já está definido pelo Governo, que é o BRT”, disse.
Botelho já havia se pronunciado sobre o tema após o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) propor a criação do plesbicito durante uma audiência pública realizada em 04 de fevereiro na Assembleia. Pinheiro não é favorável à mudança proposta pelo governador Mauro Mendes (DEM) pois considera o VLT o modal que já está escolhido, com projeto finalizado, financiamento aprovado, 80% da obra pronta e cerca de R$1 bilhão investido.
“Eu não sou nem contra, nem a favor do plebiscito, porque tudo pra andar na Casa depende dos deputados. Sou o presidente e não posso tudo aqui dentro, e como é um projeto do Legislativo, evidentemente que qualquer deputado pode começar e ser aprovado e eu não posso impedir isso. (…) A decisão é técnica, não foi política. O governo optou por acatar o que foi recomendado tecnicamente. Agora cabe conversações pra que todos entendam que esse [BRT] é o melhor caminho”, defendeu.
A decisão do Estado em mudar o modal é sustentada por estudos que tiveram a participação, inclusive, da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana. O VLT, segundo Mauro Mendes, é defendido por corruptos já que toda sua idealização ocorreu no governo de Silval Barbosa. O ex-governador afirmou em delação premiada que o modal foi trazido com interesse em facilitar pagamentos de propina.
Recentemente, Emanuel Pinheiro criou um comitê para avaliar os estudos e ter poder de escolha. Segundo ele, afinal, o modal passará por Cuiabá. A reação de Emanuel causou desconforto, ao ponto de a Secretaria de Comunicação enviar às redações um release acusando o prefeito de tentar monopolizar a questão.
Emanuel Pinheiro, na época da idealização do VLT, em 2014, era deputado estadual e tem seu nome citado nas delações de Silval como um dos deputados que recebiam propina para ajudar a aprovar as obras de mobilidade urbana. Silvio Corrêa, ex-chefe de gabinete de Silval, entregou à Polícia Federal no âmbito da Operação Ararath, vídeos que comprovariam esses recebimentos. Um desses vídeos culminou no “Escândalo do paletó”, onde Emanuel aparece colocando dinheiro nos bolsos, ao ponto de deixar cair um maço no chão.






















