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CASO RENATO NERY

PM foragido por morte de advogado admitiu agiotagem e relacionamento com ‘testa de ferro’ do tráfico

Heron Teixeira é um dos cinco policiais militares investigados por envolvimento na morte do advogado Renato Nery. Ele foi condenado a 8 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado.

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O policial militar que continua foragido, Heron Teixeira Pena Vieira, foi condenado no dia 12 de março do ano passado por integrar organização criminosa que operava no tráfico interestadual de drogas. Em depoimento, antes da condenação, ele admitiu que atuava como agiota e confirmou relacionamento amoroso com uma das mulheres condenadas no mesmo processo, que atuava como “testa de ferro” para o grupo de traficantes.

Heron Teixeira é um dos cinco policiais militares investigados por envolvimento na morte do advogado Renato Nery.  O policial foi condenado a 8 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime fechado. Na mesma decisão foi determinada a perda do cargo. As penas devem ser cumpridas após o trânsito em julgado da sentença e o processo está em grau de recurso.

Consta no processo no qual foi condenado que, durante interrogatório, Heron contou que atuava na inteligência da Polícia Militar desde novembro de 2016 e sua função era subsidiar a tropa na prisão de traficantes. Na época, ele teria conhecido Ingrid Tatiele dos Santos Moreira após ter prendido o marido dela, foi quando então começaram um relacionamento amoroso.

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Conforme a denúncia do Ministério Público, que resultou na condenação, Ingrid atuava permanentemente e com estabilidade como uma espécie de “testa de ferro” apoiando o esquema do tráfico, indicando pessoas para fazer o transporte da droga, entregando o produto, preparando e acondicionando as drogas, e permitindo o uso de seu nome, telefone e conta bancária para viabilizar o tráfico.

Além de confirmar o relacionamento, Heron também admitiu que praticava agiotagem desde 2015 e, a pedido de Ingrid, emprestou R$ 9 mil para uma outra condenada no mesmo esquema fazer cirurgia plástica na Bolívia e depois mais R$ 5 mil.

Conforme a investigação da Polícia Federal, foi comprovado nas investigações que Heron fazia parte do esquema de tráfico de drogas e que os acusados buscavam o entorpecente na região de Nova Mutum e depois acondicionavam a substância nos corpos dos transportadores para levarem para os Estados do Maranhão e Rio Grande do Norte.

Além da condenação, Heron também foi alvo da ‘Operação Simulacrum’, que investigou um grupo de mais de 70 policiais militares suspeitos de 24 mortes em simulações de confrontos e foi denunciado pelo Ministério Público. Conforme o Portal Transparência, Heron entrou para o quadro de servidores de Mato Grosso em 2008. Atualmente, está lotado como 3° sargento da Força Tática, na capital, atuando no setor de inteligência. O salário mensal, conforme o portal, é de R$ 11.666,27.

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