O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Felipe D’Ávila, defende maior participação da iniciativa privada na gestão de hospitais públicos. Segundo ele, apenas dessa forma o serviço de saúde pública deve melhorar no país.
A declaração de D’Ávila foi dada após ser questionado pelo jornalista Pedro Pinto de Oliveira, do PNB Online, em entrevista que o pré-candidato concedeu na manhã desta quinta-feira (03.03) à rádio Capital FM, de Cuiabá. Pedro Pinto perguntou a D’Ávila sobre a proposta do partido Novo de ampliar as parcerias público privadas com o terceiro setor para a gestão dos hospitais e se isso significaria um Sistema Único de Saúde (SUS) menos público e mais privado.
“O SUS já funciona em ritmo de parceria público privada, que são as OSs, as Organizações Sociais, que são sem fins lucrativos, mas que funcionam como uma iniciativa privada. E precisamos aumentar sim essa parceria público privada justamente para poder atender a demanda da saúde. Não tem outro jeito”, defendeu D’Ávila.
“Ter o melhor de dois mundos, o olhar estratégico do Estado definindo as prioridades e a agilidade do setor privado entregando serviços de qualidade pelo menor preço”
O pré-candidato argumentou ainda que, o que dá agilidade ao SUS são as Organizações Sociais de Saúde. “Precisamos expandir ainda mais essas parcerias para evitar que os hospitais públicos estejam congestionados do jeito que estão. E investir em programas como a telesaúde, que em Mato Grosso é exemplar. Usar a tecnologia para reduzir o custo da saúde, reduzir lotações em hospitais. Caiu mais de 60% o número de pacientes que vinham do interior para ser atendido em Cuiabá, por causa da telemedicina. Precisamos continuar avançando com isso”, completou.
Felipe D’Avila disse ainda que acredita no SUS, mas que o país precisa avançar com as parcerias público privadas, privatizações e concessões. “O SUS funciona bem por causa das parcerias público privadas, as OSs. São hospitais públicos geridos por entes privados. É erro pensar hoje que podemos resolver a melhoria da qualidade do servico público só pensando com a cabeça de Estado ou só pensando com a cabeça de mercado. O que funciona é parceria público privada. Ter o melhor de dois mundos, o olhar estratégico do Estado definindo as prioridades e a agilidade do setor privado entregando serviços de qualidade pelo menor preço”.






















