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CRÍTICAS À GESTÃO MAURO

Presidente do TCE-MT chama obras do BRT de “caos” e critica falta de planejamento do governo

Sérgio Ricardo afirma que chuvas paralisaram intervenções em vias centrais de Cuiabá e diz que período chuvoso previsível não foi considerado no cronograma.

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(Foto: Reprodução)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, criticou a condução das obras do BRT em Cuiabá e atribuiu ao governo de Mato Grosso falhas de planejamento que, segundo ele, resultaram em paralisações, transtornos no trânsito e alagamentos em pontos estratégicos da capital. As informações são do veículo Gazeta Digital.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (25.02), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, após o conselheiro vistoriar trechos em obras. Ele afirmou que as intervenções estão praticamente paradas, especialmente nas regiões da Prainha e do Porto, onde há serviços de drenagem e canalização. Conforme relatou, o cenário é de equipamentos cobertos e ausência de trabalhadores, em meio a áreas tomadas pela água.

Sérgio Ricardo afirmou ainda que o período chuvoso é previsível no estado e deveria ter sido considerado no cronograma. Na avaliação dele, a execução começou sem projeto adequado, o que contribuiu para atrasos e dificuldades na continuidade das obras.

(Foto: TCE-MT)

O Tribunal de Contas informou que mantém o acompanhamento do empreendimento, que é uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento na capital.

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Um dos pontos mais afetados é a avenida Tenente-Coronel Duarte, conhecida como Prainha, no centro, que segue interditada para obras de drenagem e recuperação de erosões sob o asfalto. Já na avenida do CPA, há bloqueios parciais no sentido centro, em frente às unidades da Havan e do supermercado Comper, para instalação de estruturas subterrâneas.

As dificuldades nas obras coincidem com o período de chuvas intensas na cidade. Segundo a Defesa Civil Municipal, o volume acumulado ultrapassou 100 milímetros em alguns pontos nos últimos dias, provocando o transbordamento de córregos e alagamentos. Ao menos 12 residências foram invadidas pela água.

Unidades de saúde, como a UPA Leblon e o antigo Pronto-Socorro, também registraram pontos de alagamento, mas continuaram funcionando. Após os temporais, equipes de infraestrutura atuaram para limpar as áreas afetadas e restabelecer a normalidade.

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