O governador Mauro Mendes (União), provável candidato ao Senado, deu o tom da campanha eleitoral que vai fazer nestas eleições, descendo ao nível do esgoto político, xingando adversários. Em declaração feita nesta terça-feira (24), durante entrevista à Rádio Band Juína, conforme registrou o site da Rádio Capital de Cuiabá, Mauro Mendes ameaçou a população, dizendo que se não votar no candidato dele, o seu vice Otaviano Pivetta (Republicanos), Mato Grosso pode quebrar em dois anos, se eleger um sucessor dele “vagabundo” e “inexperiente”.
Esse tom de ameaças e truculência verbal de Mendes é conhecido. Xingar faz parte do seu repertório político, apequenando a imagem de governador. Ele já xingou o deputado federal José Medeiros (PL) em 16 de abril de 2019. Mauro Mendes disse que Medeiros era um “cabeça de merda”. “Existem políticos que prestam desserviço pra Mato Grosso. Um deles é esse senhor, deputado José Medeiros, que mente descaradamente”, disse o governador naquela ocasião, justificando o xingamento de “político de merda”.
“Merda” foi novamente uma palavra que saiu mais recentemente da boca do senhor governador. Em recente bate-boca com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Mendes disse que Eduardo Bolsonaro só “falava merda”. O problema é que Mauro esqueceu que o filho de Jair responde. E respondeu à altura, ou melhor, ao nível do esgoto: veio de volta um dicionário inteiro de palavrões e adjetivos nada republicanos. Eduardo Bolsonaro reagiu. Quanto a Medeiros, nunca se ouviu um pio. Ele não respondeu ao xingamento de “cabeça de merda” feito pelo governador.
De volta ao xingamento desta terça-feira feito por Mauro Mendes falando aos moradores de Juína e região. Os pré-candidatos a governador colocados hoje contra Otaviano Pivetta são: senador Wellington Fagundes (PL); senador Jayme Campos (União) e a médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSD). O xingamento generalizante atingiu os três. Mauro Mendes não terá a coragem de explicar como cada um deles mereceria ser chamado de “vagabundo”. Se apontar o dedo para cada um deles, corre o risco de receber a resposta: “vagabundo” é o político que é acusado de corrupção, acusado de apanhar 308 milhões de reais de dinheiro público para transformá-lo em dinheiro privado de amigos e familiares, segundo a denúncia do Escândalo da Oi.
Quanto à falta de experiência, chega a ser risível. Os veteranos Wellington e Jayme não podem ser acusados de inexperientes na política. E muito menos a médica e empresária Natasha Slhessarenko. Ela milita na política das instituições ligadas à área médica há anos e tem a mesma experiência de empresária como, por exemplo, Mauro Mendes e Blairo Maggi, quando começaram na política. Ambos os homens celebrados como empresários experientes. Natasha não pode ser celebrada como “empresária experiente” só porque é mulher e adversária de Otaviano Pivetta?
























