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BAIXO ORÇAMENTO

“Prioridade só no discurso”, diz Janaína Riva sobre ações do governo Mendes contra feminicídio

Deputada aponta contraste entre investimentos milionários em obras e recursos limitados para combate à violência contra mulheres.

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A deputada estadual Janaína Riva (MDB) criticou o governo Mauro Mendes (União Brasil) por não priorizar políticas de enfrentamento à violência contra mulheres em Mato Grosso. Em declaração publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (27.08), a parlamentar comparou os investimentos no Parque Novo Mato Grosso, empreendimento em Cuiabá, com o orçamento destinado ao combate ao feminicídio no estado.

“Como se faz um combate à violência doméstica com R$ 500 mil? Enquanto isso, um parque de mais de R$ 1,5 bilhão. Para mim, fica evidente que combater o feminicídio não é prioridade”, afirmou Janaína. Segundo a deputada, além do valor considerado insuficiente, parte dos recursos chegou a ser remanejada para outras finalidades.

O Parque Novo Mato Grosso, anunciado em 2021 com orçamento inicial de R$ 150 milhões, já teve custo atualizado para R$ 900 milhões, seis vezes mais que a previsão original. De acordo com o presidente da MT Par, Wener Kesley dos Santos, em audiência na Assembleia Legislativa, o governo já empenhou entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões em contratos relacionados à obra.

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Na avaliação da parlamentar, o contraste mostra a baixa prioridade da gestão para políticas de gênero. Ela também afirmou que nem o governador nem representantes do Executivo participam dos debates realizados na Assembleia Legislativa sobre o tema. “Nós deputadas nunca fomos convidadas para fazer esse debate pelo governo. Mulheres que querem ajudar não faltam, o que falta é orçamento”, disse.

Os dados reforçam a crítica. Mato Grosso registrou em 2024, pelo segundo ano consecutivo, a maior taxa proporcional de feminicídios do Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 47 mulheres assassinadas por motivo de gênero no estado, o que equivale a uma taxa de 2,5 casos por 100 mil habitantes, a mais alta do país.

Veja a crítica na íntegra:

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