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ESTUDOS DE CULTURA CONTEMPORÂNEA

Professores celebram 10 anos do doutorado do ECCO/UFMT

Marcado por uma trajetória de integração interdisciplinar e transformação acadêmica, pesquisas desenvolvidas no programa tornaram-se referência para diversos campos do conhecimento na última década.

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O Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (ECCO/UFMT) completa 10 anos de seu doutorado no próximo mês. Marcado por uma trajetória de integração interdisciplinar e transformação acadêmica, pesquisas desenvolvidas no programa tornaram-se referência para diversos campos do conhecimento na última década. Em razão da data, o PNB Online entrevistou professores que fazem ou já fizeram parte do corpo docente do programa.

Fundado em 2008, o ECCO oferece cursos de mestrado e doutorado e atingiu a nota 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), sendo considerado “muito bom”. O programa conta atualmente com três linhas de pesquisa na área de concentração de Estudos Interdisciplinares de Cultura: Poéticas Contemporâneas, Epistemes Contemporâneas e Comunicação e Mediações Culturais, e conta com pesquisadores com diversas formações. 

Professores celebram 10 anos do doutorado do ECCO/UFMT Bibiana Bragagnolo(Foto: Reprodução)

 

Interdisciplinaridade como marca

Para o professor Mário Cezar, o programa apresenta uma importância fundamental para a UFMT, para as humanidades sociais e, mais amplamente, para o Brasil e a América Latina. Ele destaca a ousadia e diversidade do programa, que abrange áreas como arte, sociologia, antropologia, cinema, teatro, literatura e comunicação. 

“É um programa ousado do ponto de vista temático e teórico. Há uma diversidade de pesquisa e pesquisadores. Acabamos de ter um processo de seleção que nem saiu totalmente o resultado final ainda, vemos essa variedade que engloba arte, sociologia, antropologia, cinema, teatro, literatura, comunidades tradicionais, orais, quilombolas, indígenas. Temos um repertório muito grande englobado pelos estudos de cultura contemporânea. E isso nos permite essa convivência interdisciplinar”, afirma. 

Rita Domingues também ressalta o papel primordial do ECCO na UFMT e na comunidade mato-grossense, graças à sua proposta interdisciplinar e sólidas bases estabelecidas por seus fundadores. “Foi criado em bases sólidas pelos doutores Ludmila Brandão, Yuji Gushiken, Mário Cézar Leite, Teresinha Prada, Dolores Galindo, Juliana Abonizio e Marithê Azevedo, dentre outros. Com o trabalho de todes, discentes e docentes, gradativamente estamos alcançando a excelência e fazendo a diferença no cenário da pesquisa brasileira”. 

Quando questionada sobre os destaques das pesquisas promovidas pelo programa, a professora Bibiana Bragagnolo enfatiza como a interdisciplinaridade do programa não apenas promove trocas únicas, mas também gera conhecimentos e poéticas autênticas e contemporâneas. “O programa tem atuado como um centro de encontro para pessoas com um interesse em comum nos estudos em cultura contemporânea, promovendo um forte intercâmbio e diálogo entre a universidade e a sociedade mato-grossense”. 

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Taís Helena, credenciada em 2015, destaca como o ECCO, sendo interdisciplinar, permitiu uma ampliação significativa de sua pesquisa em educação musical. “Atualmente desenvolvo uma pesquisa voltada para as atividades de música realizadas pelo Departamento de Artes da UFMT e percebo algumas semelhanças entre a trajetória percorrida por este departamento e a trajetória do ECCO, visto não como um setor da UFMT, mas sim, como um espaço onde se cria o novo a partir das vivências que são enriquecidas com as experiências daqueles que nos antecederam, num processo constante de ser e buscar ser. E é neste contexto que vejo a grande importância do ECCO para Mato Grosso, pensar o mundo e, ao mesmo tempo, mostrar para o mundo a nossa singularidade.” 

 

Mostras de um país profundo e necessário

Ludmila Brandão, uma das fundadoras do ECCO, ressalta a importância do avanço tecnológico para programas do interior do país, destacando a revolução da internet que permitiu acesso global ao conhecimento. Ela compartilha a ambição de equiparar o ECCO aos programas mais renomados do país, desde a fundação do Núcleo de Estudos do Contemporâneo até a consolidação do ECCO com mestrado e, posteriormente, doutorado.

“Lembro bem da aprovação inicial do mestrado, resultado de um esforço conjunto de professores de diversos departamentos. Essa diversidade, aliada à atualidade da bibliografia e ao corpo docente ativo levou à aprovação do ECCO logo de cara. Cinco anos depois apresentamos o projeto do doutorado que também foi prontamente aceito. A avaliação positiva manteve-se, com a definição da colonialidade da América Latina como nosso foco principal. A história do ECCO desde o início é marcada por pesquisadores alinhados com o programa e suas discussões e isso se mantém até hoje. Temos muito a celebrar”, disse. 

Já Marithê Azevedo, que além de professora no programa é cineasta, roteirista e multiartista, destaca como a criação do doutorado expandiu as possibilidades nos estudos de cultura e arte em Mato Grosso, enriquecendo a compreensão das culturas interconectadas do país. “O que se mostrou nestes 10 anos de existência é de uma riqueza incrível, mostras de um Brasil profundo e necessário”. 

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Mais que um programa

Pedro Pinto de Oliveira ressalta a cultura de gestão eficiente, educada e democrática que permeia o ECCO. Para o professor, que também atua como jornalista no PNB Online, a coordenação desempenha um papel crucial, não apenas lidando com questões burocráticas, mas agregando pesquisadores, estimulando parcerias e promovendo um ambiente acadêmico saudável. A eficiência administrativa do ECCO faz a diferença para docentes e discentes. Oliveira destaca ainda como o programa  é um importante espaço de produção de conhecimento para o Grupo de Pesquisa Multimundos, coordenado por ele e pelo professor Benedito Diélcio Moreira. 

“Tratamos de questões do contexto contemporâneo, como as tensões entre a tradição e a inovação da cultura científica, neste caso, por exemplo, com a discussão sobre novas formas de comunicar ciência entre os pares, como o Ensaio Audiovisual Científico. O Multimundos desenvolve e compartilha, em um trabalho de cooperação também com pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais, estudos baseados na potência criativa da pesquisa interdisciplinar. Buscamos dar a ver o significado ético, político e cultural da produção de conhecimento. A comunicação, nas suas dimensões instrumental e final, tem papel chave neste processo que coloca em conexão a ciência, a cultura e a arte”, conta. 

Benedito Diélcio, coordenador do Grupo de Pesquisa Multimundos, destaca o papel significativo do ECCO como espaço de produção de conhecimento. Ele enfatiza a colaboração entre pesquisadores de diversas instituições e a importância da comunicação na interseção entre ciência, cultura e arte. Para ele, o ECCO não é apenas um programa, mas um facilitador de diálogos e reflexões críticas.

“Quero registrar minha alegria e satisfação por fazer parte da equipe de professores, todos eles comprometidos com a pesquisa, com o ensino e com os questionamentos necessários e urgentes para o desenrolar de conhecimentos em tempos de incerteza e tensões constantes. O mesmo apreço tenho pelas alunas e alunos que, nestes dez anos, muitos deles já mestres e doutores, emprestaram e emprestam seus talentos, criatividade e disciplina científica para defender suas teses e dissertações, que também representam a defesa do saber científico, da Universidade Federal de Mato Grosso e do Programa que os acolheram”, destaca. 

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