O Brasil poderia estabelecer um programa permanente, com metas claras e avaliação pública, baseado em alguns pilares:
- Resposta imediata às denúncias de violência contra mulheres.
- Ampliação das Delegacias da Mulher e do atendimento 24 horas.
- Agilidade na concessão e fiscalização das medidas protetivas.
- Monitoramento eletrônico de agressores de alto risco.
- Abrigos e moradias temporárias para mulheres ameaçadas e seus filhos.
- Policiamento baseado em mapas de criminalidade e horários de maior risco.
- Iluminação pública e urbanização de locais vulneráveis.
- Integração entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário e assistência social.
- Combate financeiro às facções e às milícias.
- Rastreamento e combate ao comércio ilegal de armas e munições.
- Educação para prevenção da violência e formação dos profissionais da rede pública.
- Publicação periódica de indicadores de feminicídio, violência doméstica, roubos e homicídios, permitindo que a população cobre resultados.
SEGURANÇA NÃO PODE SER APENAS PROMESSA DE ELEIÇÃO
É justamente durante as eleições que devemos exigir dos candidatos menos discursos e mais propostas.
Não basta dizer que vai “acabar com a violência”.
É preciso perguntar:
Como? Com quanto dinheiro? Em quanto tempo? Quantos policiais? Quantas delegacias? Quantos abrigos? Qual será a meta de redução dos crimes? Como será feita a fiscalização? Quem será responsabilizado quando o Estado falhar?
Segurança pública precisa deixar de ser apenas uma promessa eleitoral para se transformar em uma política de Estado.
O Brasil precisa proteger suas mulheres dentro de casa e seus cidadãos nas ruas.
Precisa combater o agressor antes que ele se transforme em assassino.
Precisa impedir que o crime organizado ocupe o espaço deixado pela ausência do Estado.
Precisa usar tecnologia, inteligência, investigação e prevenção.
E precisa compreender uma verdade simples:
uma sociedade segura não é aquela que coloca uma arma na mão de cada cidadão; é aquela em que o cidadão pode sair de casa sem precisar pensar em como se defender de outro cidadão.
Quando uma mulher precisa dormir com medo do próprio companheiro, o Estado falhou.
Quando uma mãe precisa mandar mensagem para avisar que chegou ao trabalho, porque tem medo de ser assaltada no caminho, o Estado também falhou.
Quando uma família perde uma mulher para o feminicídio, não perdemos apenas uma vida. Perdemos uma mãe, uma filha, uma irmã, uma companheira, uma amiga e uma parte da própria sociedade.
Por isso, diante das próximas eleições, talvez a pergunta mais importante não seja qual candidato promete ser mais duro.
A pergunta deve ser:
QUEM TEM UM PLANO REAL PARA FAZER O BRASIL MAIS SEGURO?
Porque segurança não se faz com discursos de medo.
Segurança se faz com prevenção, inteligência, proteção, justiça, educação, responsabilidade e, acima de tudo, respeito pela vida.
Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online
























