A ridícula encenação bolsonarista protagonizada por alguns já conhecidos políticos de Mato Grosso acabou se transformando – é claro – em piada nas redes sociais na última terça-feira (05.08), um dia depois do decreto da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, advertidamente, decidiu descumprir a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre uso de redes sociais – o mecanismo preferido do bolsonarismo para espalhar desinformação (leia-se mentiras) e medo.
Alguns humoristas de Mato Grosso, como o afiadíssimo Thyago Mourão, fizeram questão de fazer pilhéria com a manifestação da extrema direita (que não gosta de ser chamada assim, como o lobo que, à espreita das ovelhas, também não gosta de ser reconhecido como lobo).
Se bem que, neste caso, não há muito mérito na piada de Mourão, uma vez que ela veio pronta: políticos cheios de poder como José Medeiros (PL), o homem da ata irregular, e o divertidíssimo Rafael Ranalli (PL), o homem do divórcio litigioso, decidiram tapar a boca com fitas para insinuar uma suposta censura do judiciário (leia-se, Alexandre de Moraes), quando poderiam estar usando suas vozes para denunciar problemas reais de Mato Grosso e do Brasil.
O humorista Mourão colocou Ranalli com a boca fechada com fita isolante em cenários drásticos: mudanças climáticas, o fim da Santa Casa de Cuiabá, queimadas no Pantanal, escassez de água em Várzea Grande e por aí vai. O próprio Ranalli complementou a piada comentando no post: “Rombo do INSS, atraso do BRT e Fechamento da Santa Casa já protestei!!!! Tmj”.
Ranalli fez tanto pela saúde e está tão preocupado com problemas reais que uma das suas ideias de projetos de lei é “proibir o atendimento na rede pública de saúde para bebês reborn“. Tire você, leitor, as suas próprias conclusões sobre essa pataquada.
Para Medeiros, a piada foi com o deputado travestido de A Múmia (2017), filme protagonizado por Tom Cruise, e com o parlamentar cheio de “energia negativa” ao tapar o olho, a boca e os ouvidos, no lugar do umbigo – como apregoa a crendice adolescente atualmente em voga, que só não é pior do que a crença na Cientologia, de Cruise, e a crença de que Bolsonaro é inocente, religião professada por José Medeiros.






















