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ARTIGO

Que história é essa de anonimato?

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A tradição do anonimato é um dos pilares mais sólidos da Irmandade de Alcoólicos Anônimos. Desde os seus primórdios, na década de 1930, quando Alcoólicos Anônimos foi fundada por Bill W. e Dr. Bob, nos Estados Unidos, percebeu-se a necessidade de proteger a identidade dos membros. Muitos sofriam preconceito social, dificuldades profissionais e constrangimentos familiares por admitirem o alcoolismo. O anonimato, então, surgiu como uma salvaguarda e como um princípio espiritual.

Mais do que simples sigilo, o anonimato tem profundo significado. Ele lembra que, dentro da irmandade, não há celebridades nem hierarquias baseadas em fama, riqueza ou posição social. Todos são iguais perante a doença do alcoolismo e igualmente dependentes de ajuda mútua. A recuperação não pertence a um indivíduo, mas ao grupo. É fato que a força do grupo se situa na prática do anonimato, pois esta é uma prática que deixa as pessoas cientes de que os princípios, não as personalidades, são o mais importante em A. A.

Quando ocorre a quebra do anonimato, especialmente em nível público, a irmandade pode ser prejudicada. A exposição de um membro pode gerar interpretações equivocadas, associando sua conduta pessoal à instituição como um todo. Caso essa pessoa venha a falhar, recair ou agir de maneira imprudente, a imagem de A.A. pode ser injustamente afetada. Além disso, a quebra do anonimato pode desencorajar novos membros, que temem se expor.

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O anonimato é a base da humildade, que, por sua vez, vem a ser um dos pilares do programa de recuperação sugerido pelo A. A. O anonimato também exorta seus membros a evitarem promoção pessoal. Tão logo toma conhecimento da nova filosofia de vida recomendada pela irmandade, o membro aprende que o essencial é a mensagem de recuperação, e não quem a transmite. Essa postura reduz o ego, lembrando que ninguém “é dono” da sobriedade; ela é resultado de um programa vivido um dia de cada vez.

Outro aspecto importante é que o anonimato protege o membro dele mesmo. Ao não se colocar como exemplo público ou porta-voz, ele evita a armadilha do orgulho e da autossuficiência. O princípio funciona como um freio contra a vaidade, que pode ser perigosa para quem luta contra uma doença marcada por excessos. Felizmente, as quebras de anonimato ocorrem com muita raridade; melhor ainda é saber que tais situações episódicas causem muito pouco ou quase nenhum problema ao movimento.

Assim, o anonimato não é apenas uma regra externa, mas uma disciplina interior. Ele preserva a unidade da irmandade, protege seus participantes e reforça valores espirituais fundamentais. Em A.A., princípios vêm antes das personalidades — e é justamente essa base que sustenta milhões de histórias de recuperação ao redor do mundo.

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*Camilo Valenzuela é nome fictício em respeito à tradição do anonimato

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