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SENADORES NA CPI

Senadores Wellington e Jayme buscam a verdade, Buzetti dá vexame

Continua no ar a pergunta que não quer calar sobre o Escândalo da Oi. É preciso continuar questionando o argumento que debocha da inteligência do povo: como governador Mauro Mendes pode se defender dizendo que a passagem de um negócio público para um negócio privado não precisa ser explicado, não é de interesse da sociedade, e ninguém tem nada com isso? Dos três senadores de Mato Grosso, dois demonstraram interesse de buscar a verdade sobre as denúncias de escândalos de corrupção no governo do estado.

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Os três senadores de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), Jayme Campos (União) e Margareth Buzertti (PP), tiveram participação ativa no depoimento do ex-senador e ex-governador Pedro Taques (PSB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado da República, realizado nesta quarta-feira (25/03).

A verdade dos fatos na participação de cada senador. Wellington e Jayme fizeram diversos questionamentos a Pedro Taques buscando informações de interesse público sobre a denúncia do Escândalos da Oi e da Nova Rota do Oeste. Já a senadora deu um vexame público: esqueceu que um senador representa os interesses do estado de Mato Grosso e não os interesses pessoais e políticos de um governador. A senadora Buzertti cumpriu o papel de uma advogada de defesa do governador.

Buzetti chegou a perguntar se Taques está acusando o governador Mauro Mendes por “mágoa”, já que perdeu a eleição para ele em 2018. Uma questão de de interesse zero para a população de Mato Grosso, mas conveniente para o governador Mauro Mendes. Politicamente, é conveniente para Mendes reduzir o escândalo no seu governo a uma vingança eleitoreira de um desafeto político. Não cola. O cidadão-contribuinte quer a verdade da relação entre um negócio público que virou um negócio privado. O processo administrativo da liberação dos 308 milhões de reais está em causa, do ponto de vista legal, tanto quando o destino do dinheiro para fundos ligados a familiares e aliados do governador Mauro Mendes. O caminho do dinheiro do público para o privado é um escândalo que está em jogo que precisa ser devidamente apurado, independente do calendário eleitoral. Investigar uma denúncia de corrupção não depende da Justiça Eleitoral e nem pode esperar a eleição passar.

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A estratégia rasa da senadora-advogada de defesa de Mendes. Ela usou o recurso à clássica falácia Ad Hominem (do latim, “contra o homem”) ocorre quando alguém, em vez de refutar os argumentos ou o conteúdo de uma crítica, decide atacar o caráter ou as circunstâncias da pessoa que proferiu a crítica. Ou seja, Taques não teria moral para criticar Mauro Mendes porque seria uma pessoa rancorosa, que carrega a “mágoa” de uma derrota eleitoral. Em óbvio, fica evidente que a intenção foi desprezar o conjunto de provas e as perguntas que realmente ainda faltam serem respondidas no Escândalo da Oi. Entre elas o argumento que debocha da inteligência do povo: como um governador pode se defender dizendo que a passagem de um negócio público para um negócio privado não precisa ser explicado, não é de interesse da sociedade, ninguém tem nada com isso?

Na contramão do vexame de Buzetti, o senador Wellington Fagundes fez diversos questionamentos, independente da denúncia atingir a família do seu suplente de senador, Mauro Carvalho, ex-secretário de Mauro Mendes. E Jayme Campos quis saber a repercussão do prejuízo para os mato-grossenses. Ou seja, ambos cumpriram com os seus mandatos de Senadores, cuidar do interesse de Mato Grosso, acima de questões eleitoreiras.

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