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Sinop e Rondonópolis ganham status de capitais regionais de MT

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Reprodução

Visão aérea de Sinop.jpg

Visão aérea da cidade de Sinop, que passou a ser considerada capital regional de Mato Grosso.

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e lançado nesta quinta-feira (25) aponta que Mato Grosso ganhou duas novas capitais regionais: Sinop e Rondonópolis. A pesquisa revela que a nova condição das cidades foi alcançada graças às frentes do agronegócio às quais estão interligadas. 

 

Os dois municípios foram considerados centralidades em vários aspectos da produção agropecuária, entre elas: aquisição de insumos para produção agropecuária; assistência técnica para produção agropecuária; destino da produção agropecuária e origem dos insumos para produção agropecuária. Dessa forma, por serem grandes produtoras de commodities agrícolas, essas cidades não implicam deslocamento de seus próprios produtores e acabam atraindo os de outras regiões ou estados. 

 

A exemplo, Rondonópolis, a segunda cidade mais bem colocada no país em termos de origem dos insumos para produção agropecuária, atrai 16 cidades próximas no próprio estado e uma de Mato Grosso do Sul, além de ser local de compra preferencial para os produtores do próprio município. Os principais produtos que geram a centralidade de Rondonópolis são soja e bovinos de corte, além de cana-de-açúcar, algodão e milho. O estudo aponta a cidade como “um grande centro logístico situado no encontro de duas grandes rodovias, a BR-163 e a BR-364”. 

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Deslocamentos populacionais em MT

 

Os destaques positivos do estado ficam, entretanto, somente em aspectos da produção agropecuária. A pesquisa analisa também a distância a ser percorrida pela população de um determinado local para adquirir produtos e serviços em outras cidades. A grande extensão territorial de Mato Grosso e seus vazios populacionais estão entre as razões para que o estado figure nas primeiras posições dos rankings de maior deslocamento populacional. 

 

Dessa forma, Mato Grosso é o segundo estado com maior distância média percorrida entre as cidades para compras de eletroeletrônicos e móveis, cerca de 181 km. A pesquisa avaliou que o estado costuma apresentar médias de deslocamento mais semelhantes às encontradas na Região Norte do que aos demais estados da Região Centro-Oeste. 

 

Já no ranking de deslocamento médio para tratamento de saúde, Mato Grosso figura na terceira posição, com 370 km, perdendo apenas para Roraima (471 km) e Amazonas (462 km). A média mato-grossense é cerca 5,5 vezes maior que a observada em estados como o Rio de Janeiro, em que um paciente percorre em média 67 km para ser atendido.

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Outro vazio observado pela pesquisa é o informacional. Grande parte das cidades do estado tem ausência de jornais impressos e apenas duas regiões (Cuiabá e Sinop) possuem de 17,45 a 42,44 domínios de internet para cada 1000 pessoas. O estudo destaca que a difusão de informações é considerado hoje um grande ativo do capitalismo, sendo uma variável-chave para a hierarquização das cidades. 

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