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ASTRONOMIA

Só o noroeste de Mato Grosso poderá ver parte do eclipse da Lua

Fenômeno ocorre na madrugada de 3 de março, mas fase total não poderá ser vista no país; municípios do noroeste mato-grossense terão breve fase parcial

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(Foto: Nasa)

A madrugada de 3 de março terá um eclipse lunar total em algumas regiões do planeta, mas em Mato Grosso e na maior parte do Brasil o fenômeno será apenas penumbral e praticamente imperceptível a olho nu. A informação é da astrônoma Telma Cenira Couto da Silva, doutora em Astronomia e professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Segundo ela, moradores de áreas mais a oeste, como Acre, oeste do Amazonas e noroeste de Mato Grosso, ainda conseguirão observar parte do eclipse parcial da Lua antes do ocaso. “Os eventos de Astronomia são fortemente dependentes da latitude e longitude geográfica do observador. Moradores de locais diferentes observam um fenômeno astronômico de maneira diversa”, afirma.

Telma explica que o eclipse penumbral, predominante no estado, não costuma ser detectável. “A Lua apenas diminui o seu brilho. Neste período de chuvas e densas nuvens no céu, o eclipse penumbral será detectável menos ainda”, diz.

No fuso horário de Mato Grosso (UT-4), o eclipse penumbral começa às 4h44. A fase parcial inicia às 5h50 e a total às 7h04, quando a Lua já terá se posto na maior parte das cidades.

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Em Cuiabá, o ocaso está previsto para 5h44. Em Guarantã do Norte, às 5h42; em Lucas do Rio Verde, às 5h45; e em Colíder e Sinop, às 5h43. Nesses municípios, o eclipse será apenas penumbral.

No noroeste do estado, porém, haverá pequena diferença. Em Aripuanã, onde a Lua se põe às 6h06, será possível observar parte do eclipse parcial. Em Juína, com ocaso às 5h57, e em Colniza, às 5h59, também poderá ser vista uma rápida e pequena fase parcial.

A orientação da astrônoma é que moradores consultem o horário do pôr da Lua em sua cidade. “Se for após 5h50, será possível observar parte do eclipse lunar parcial”, afirma. Ela ressalta que a fase parcial começa quando a Lua toca a sombra projetada pela Terra no espaço e leva alguns minutos até que a “mordida” seja perceptível.

Apesar de o fenômeno ser chamado pela mídia de “Lua de Sangue”, Telma destaca que o eclipse total não poderá ser visto do Brasil. Os horários mencionados foram obtidos a partir de dados da NASA e do site Time and Date, segundo a pesquisadora.

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