O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, afastamento das funções públicas de servidores do Poder Judiciário, proibição de contato e saída do país, recolhimento de passaportes, além do bloqueio de R$ 1,8 milhão dos investigados e o sequestro dos imóveis adquiridos por um dos desembargadores investigados na Operação Sisamnes.
A decisão é do ministro Cristiano Zanin, na segunda fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta sexta-feira (20.12). A Polícia Federal investiga o crime de lavagem de dinheiro decorrente do esquema de venda de sentenças. A Polícia Federal cumpriu em Cuiabá, nesta sexta-feira (20.12), mandado de busca e apreensão. O alvo é uma assessora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
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Segundo as investigações, foram detectadas sucessivas operações imobiliárias suspeitas promovidas pelos investigados, com aparente propósito de dissimular a origem ilícita do dinheiro utilizado para financiar a compra de imóveis residenciais e de veículos.
Na primeira fase foram cumpridos de mandados de busca e apreensão nas casas e nos gabinetes dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Sebastião Moraes Filho e João Ferreira Filho, que estão afastados por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O nome da operação faz referência a um episódio da mitologia persa, durante o reinado de Cambises II da Pérsia, que narra a história do juiz Sisamnes. Ele teria aceitado um suborno para proferir uma sentença injusta.























