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EM 45 DIAS NA CÂMARA

Suplente propõe homenagem ao próprio pai, placas contra o aborto e “pingue-pongue” grátis

Vereador, que assumiu no lugar de Fellipe Corrêa, teve atuação discreta na Câmara, com poucos projetos de lei apresentados.

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Durante os 45 dias que esteve na Câmara de Cuiabá, o suplente de vereador Rafael Yonekubo (PL) apresentou quatro decretos legislativos, nove projetos de lei e dois projetos de resolução. O vereador decidiu se dedicar a temas mais pessoais no período em que assumiu a cadeira no legislativo cuiabano, entre 15 de maio e a última segunda-feira (30/06), como uma homenagem ao próprio pai, a fixação de placas contra o aborto e a criação de um programa de pingue-pongue grátis. 

O vereador assumiu o cargo após o suplente anterior, Fellipe Corrêa (PL), deixar o cargo para assumir como secretário municipal de Agricultura e Trabalho. Fellipe havia assumido no lugar de Chico 2000 (PL), afastado após a Operação Rescaldo, que investigou compra de votos. 

No período em que esteve à frente da Câmara, o vereador Rafael Yonekubo focou em homenagear o próprio pai com um título de cidadão cuiabano. O título foi concedido a Davi Yassushi Yonekubo que, segundo o vereador, possui “uma história sólida e respeitável na capital mato-grossense”. A homenagem cita Daniel, que seria o vereador, mas não indica que o homenageado é pai do suplente. 

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“Diante de sua história de vida dedicada à construção de uma Cuiabá mais forte, mais justa e mais humana, é com grande honra que proponho a concessão do Título de Cidadão Cuiabano ao senhor Davi, como forma de reconhecimento e gratidão por tudo o que representa para nossa cidade”, diz trecho da homenagem assinada pelo vereador para o próprio pai e aprovada pela Câmara de Cuiabá.

Fonte: Câmara de Cuiabá

Yonekubo também aprovou o projeto de lei “Cuiabá Joga Pingue-Pongue” que obriga o poder público a construir mesas de concreto de pingue-pongue em praças da cidade. O texto determina ainda a criação de um sistema de segurança para monitorar as mesas e evitar vandalismo e a concessão de incentivos fiscais para empresas que patrocinarem a instalação das mesas. O texto foi aprovado pelos colegas. 

Além disso, o vereador propôs lei para convencer as mulheres a não fazerem aborto. A ideia de Yonekubo é fixar placas contra o aborto em unidades hospitalares e clínicas. O projeto prevê multa de R$ 1 mil para quem não fixar as placas. 

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O próprio vereador indicou, no texto da lei, quais deveriam ser as mensagens: “Você sabia que o nascituro é descartado como lixo hospitalar?”, diz trecho da lei. O projeto não foi votado pelos vereadores. 

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