O advogado e ex-procurador da República Pedro Taques vai depor nesta quarta-feira (25.03) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A sessão tem início às 8h (horário de Mato Grosso) e com transmissão ao vivo pelo PNB Online (veja ao final da matéria). Taques comparecerá à comissão na condição de testemunha.
Pedro Taques passou a representar, como advogado, entidades sindicais de servidores públicos estaduais em denúncias relacionadas a irregularidades no sistema de crédito consignado operado em Mato Grosso. Segundo ele, há indícios de fraudes em contratos firmados com a empresa Capital Consig, que teriam causado prejuízos financeiros a cerca de 14 mil servidores públicos estaduais.
O ex-governador também denunciou judicialmente o chamado “Escândalo da Oi”, revelado com exclusividade pelo PNB Online. No caso dos consignados, Taques afirma que pretende revelar como funcionavam as operações do banco em Mato Grosso.
Confira aqui o documento da convocação de Pedro Taques
Na argumentação para a convocação, os senadores ressaltaram a trajetória de vida de Taques e seu conhecimento jurídico, como a atuação no Ministério Público Federal. “Esse conjunto de experiências lhe confere conhecimento técnico aprofundado sobre o funcionamento do aparato estatal e sobre as conexões entre o sistema financeiro e a administração pública, tornando seu depoimento de elevado interesse probatório para esta Comissão, especialmente no que diz respeito ao intrincado sistema de crédito consignado voltado a servidores públicos”.
Além disso, as denúncias feitas por Pedro Taques de irregularidades no Governo de Mato Grosso também pesaram para sua convocação. “Pedro Taques passou a atuar como representante de entidades sindicais de servidores públicos estaduais em denúncias envolvendo irregularidades no consignado operado no Estado de Mato Grosso. Amplamente divulgadas pela imprensa local ao longo de 2025, essas denúncias apontam fortes indícios de fraudes em contratos firmados com a empresa Capital Consig, com prejuízos estimados que afetaram aproximadamente 14 mil servidores. Os relatos indicam algo de extrema gravidade: que tais operações contaram com a participação financeira e operacional do conglomerado Banco Master e de empresas e agentes a ele ligados, responsáveis pela estruturação e viabilização dessas carteiras de crédito”.

























