O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), ex-prefeito de Cuiabá, está “falando de corda em casa de enforcado”. Santos tem dedicado seu tempo para fustigar o também ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), acusando-o de potencial traidor se não apoiar a candidatura de Pedro Taques à reeleição de governador. Mauro Mendes é um nome posto, ainda não confirmado, para enfrentar Taques. E, caso não seja candidato, já deu sinais evidentes que trabalhará para viabilizar a candidatura de oposição do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT).
O discurso de Wilson Santos tem apenas o objetivo de desgastar a imagem de Mauro Mendes, tentando carimbá-lo como “traíra”. Por dois motivos, Wilson é a pessoa menos indicada para acusar alguém de traição política:
Motivo 1: existe uma diferença abissal entre discordância e rompimento entre aliados, em diferentes graus para receber o mesmo carimbo de traição;
Motivo 2: na política, o que é imperdoável de verdade é trair o eleitor. Wilson Santos traiu o eleitor cuiabano quando se reelegeu prefeito em 2008 prometendo publicamente que não abandonaria a prefeitura para se lançar candidato ao governo em 2010. Mentiu e traiu Cuiabá, abandonando a prefeitura na metade do seu segundo mandato. Uma traição que o cuiabano não esqueceu e puniu com a rejeição ao seu nome na eleição de 2016.
Traição e traidor, Wilson Santos precisa mudar rapidamente o mote dos seus ataques a Mauro Mendes, pela evidente fragilidade política e moral para acusar qualquer um sobre este aspecto.






















