(Foto: UFMT)

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (Consepe-UFMT) decidiu na tarde deste terça-feira (16) pela flexibilização do ensino presencial, aderindo às aulas online durante a pandemia. A decisão foi criticada por estudantes e parte do corpo docente da instituição.
A deliberação veio ao final de uma reunião que durou mais de quatro horas, com um placar de 27 votos favoráveis às aulas online, 17 contrários e 4 abstenções. A partir de agora, colegiados de cursos, departamentos e congregações estão livres para decidir quais aulas serão ofertadas de maneira remota.
O resultado da reunião vai de encontro ao que havia sido defendido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Entre outros pontos, os discentes argumentaram e o Ensino à Distância (EaD) compromete a qualidade do aprendizado e que não é acessível a todos, já que uma parcela dos estudantes e até mesmo professores poderiam ter dificuldades de equipamento e conexão para acompanhar as aulas.
Nas redes sociais, a direção do DCE se manifestou afirmando que a entidade representativa pretende acompanhar as discussões dentro dos colegiados a fim de contribuir para que o menor número possível de matérias seja liberado para a oferta online.
“Lamentamos que, após mais de 4 horas de reunião, intensa mobilização estudantil, conselheiros discentes e dos sindicatos dos trabalhadores da UFMT – em que pontuamos todas as inconsistências da proposta de minuta sobre a flexibilização e a incapacidade deste modelo em suprir nossas necessidades, ainda assim foi aprovado pela maioria do conselho. Ignoraram, mais uma vez, a comunidade acadêmica e argumentos concretos sobre os efeitos negativos de tal medida”, diz um trecho da publicação.
























